Parcerias
Chegou à Câmara Municipal o projeto de lei que tem o intuito de regulamentar as Parcerias Público-Privadas (PPPs) em Bauru. A tramitação do processo terá início na próxima semana e é a aposta do secretário do Desenvolvimento Econômico, Renato Purini, para viabilizar investimentos que a administração não tem condições de fazer por conta própria. O prefeito Rodrigo Agostinho diz que já se conversa sobre recorrer às PPPs para a gestão da iluminação pública, para a construção de um centro de convenções e até de uma arena esportiva.
Discreto
Depois de ter se exposto excessivamente em alguns episódios com o intuito de defender o governo no Legislativo (às vezes, até o indefensável), o vereador líder da base aliada, Markinho da Diversidade (PMDB), está tentando agir de forma mais discreta, evitando embates mais duros e, segundo comentam, até a convivência diária com outros parlamentares.
‘Moleque’
Ainda assim, a vida tem sido “difícil” para o líder do prefeito. Durante uma discussão com Telma Gobbi (PMDB), na última segunda-feira, foi chamado de ‘moleque’ pela exaltada vereadora. Os dois divergiam sobre projeto substitutivo de Raul Gonçalves Paula (PV), que tentava eliminar o caráter político da composição das comissões permanentes da Câmara Municipal, prevalecendo exclusivamente a regra matemática para a definição dos partidos que deveriam indicar membros para cada um dos 12 grupos. Ela era contra a proposta. Depois as coisas se acalmaram.
Tudo igual
Depois de muitas horas de embate nos bastidores, os 17 vereadores chegaram a um acordo. Raul retirou seu projeto e a Comissão de Justiça também abdicou do seu, que determinava que cada parlamentar participasse pelo menos de três comissões. Carlinhos do PS (PP), por exemplo, não integra uma sequer. Ao final das contas, ficou tudo como já era. A formação das comissões ocorre a cada dois anos, quando também acontecem as eleições para a Mesa Diretora do Legislativo local.
Na tribuna
Por conta das divergências, os discursos da última sessão ordinária começaram só às 18h30. Essa legislatura já está chegando ao fim e os vereadores ainda não adquiriram o hábito de discutir ideias na tribuna, espaço legítimo para o debate político. A maioria recorre aos conchavos às portas fechadas que, muitas vezes, evitam a exposição de inconsistências e incoerências.
Sem crise
Enquanto parlamentares, autoridades e funcionários da Câmara saboreavam o bolo da sessão solene do aniversário de Bauru, na segunda-feira, o presidente da Casa, Faria Neto (PMDB), e o vereador Roberval Sakai (PP) fizeram questão de dizer que não há qualquer rixa entre eles e que toda a movimentação em torno de cargos não estremeceu as relações.
Vespeiro
Nas últimas semanas, Paulo Eduardo de Souza (PSB) tem dedicado seu mandato a temas complexos e importantes, nos quais muitos vereadores evitam mexer. O parlamentar já vinha se debruçado sobre o déficit bilionário da previdência do funcionalismo público e agora está mirando nas dívidas da Cohab, tanto as cobradas pelo FGTS quanto as que estão sendo discutidas no Poder Judiciário, reivindicadas por construtoras.