| Malavolta Jr. |
![]() |
| Faixa no Hospital de Base; não há previsão de paralisação |
Faixas e cartazes pendurados nas fachadas dos quatro hospitais gerenciados pela Fundação para o Desenvolvimento Médico Hospitalar (Famesp) simbolizam um protesto de funcionários das unidades iniciado no início desta semana. Sem reajuste há dois anos, cerca de 300 enfermeiros que atuam no Hospital de Base, Hospital Manoel de Abreu, Maternidade Santa Isabel e Hospital Estadual (HE) estão trabalhando com tarjas pretas nos jalecos em alusão ao protesto.
Segundo a subsede de Bauru do Sindicato dos Enfermeiros, não há previsão de paralisação, mas o movimento vai continuar até que um acordo entre Famesp e trabalhadores seja firmado.
“Nós pedimos 7,5% de reajuste salarial e mais 10% de aumento em benefícios, como vale alimentação e auxílio creche. O último reajuste da categoria foi em 2013”, comenta o diretor da subsede Bauru, Natanael da Costa. “A última proposta foi de 6,35% nos salários, mas soubemos que, por conta de dificuldades financeiras, a Famesp pretendia suspender nossos benefícios num próximo acordo. Não podemos aceitar isso”, acrescenta o sindicalista.
A data-base dos enfermeiros é em setembro.
Sem corte
Em resposta ao movimento, o presidente da Famesp, Antônio Rugolo Júnior, informou que a negociação referente ao reajuste salarial de 6,35% foi finalizada nos últimos meses e que os funcionários começarão a receber as parcelas dos retroativos referentes ao ano passado ainda nesta semana.
“Foi feito um acordo, no ano passado, com o Sindicato da Saúde [Sindicato dos Empregados em Estabelecimento e Serviços de Saúde de Bauru], que receberam aumento de 6%, mas os enfermeiros não quiseram entrar. Contudo, saíram ganhando e terão 0,35% a mais que os outros funcionários”, comenta.
“Em setembro faremos outro acordo. O corte de benefícios está descartado”, finaliza Rugolo.
