Cultura

Livro de Rafael Frias traz amigos que resolvem acabar com corrupção de modo nada convencional

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 3 min

Divulgação
Personagens que se unem para lutar contra a corrupção se encontram na Unesp, aliás, no bar ao lado: Ubaiano

Antes de estar de um lado ou de outro, acima de qualquer partido, o sonho de todo brasileiro (de bem) é dar fim à impunidade e à corrupção. Imagine uma revolução com esse objetivo... Rafael Frias imaginou e daí surgiu a ideia para seu primeiro livro: “GATU (Grupo Antiterrorista Ulysses Guimarães).

O autor explica: quatro amigos (“malucos”, anti-heróis e desorganizados) acreditam que os terroristas de verdade são os políticos corruptos e criam o grupo GATU para dar um basta nessa situação. 

Desiludidos com a política partidária, eles seguem em direção a Brasília em uma aventura divertida e inusitada, que tem como pior inimigo o poderoso Senador José Sarnento. Será que esses “tresloucados” cumprem a missão?

O curioso é que essa viagem tem uma parada em Bauru. Isso porque Rafael, que é de Uberaba (MG), se formou em psicologia na Unesp em 2004 e aqui conheceu Alexandre Beraldo, da cidade de Bom Jesus dos Perdões (SP), que fez design também na Unesp de Bauru. 

Responsável pelo projeto gráfico e pelas ilustrações do livro e do vídeo de divulgação, é considerado por Rafael como coautor da obra. 

O livro foi escrito em 2012, mas só publicado este mês após campanha de financiamento coletivo no site Catarse, no primeiro semestre de 2015, que arrecadou R$ 17 mil com doações de colaboradores de todo o país.  

Sempre atual

 

Quando as manifestações populares ocorreram em junho de 2013, Rafael imaginou que a revolução realmente aconteceria e que seu livro não faria mais sentido. Não foi o que aconteceu.

“Estamos em 2015 e novas manifestações saíram às ruas. O conteúdo desse livro está cada vez mais atual e relevante, pois nasceu de um profundo sentimento de desesperança com nosso país. Todos os dias as manchetes sobre roubos milionários de bandidos travestidos de agentes públicos batem na nossa cara, que já está anestesiada de tanto apanhar”, desabafa o autor.

Depois de se formar em Bauru, Rafael viveu três anos em Londres e, de volta ao país, encontrou várias dificuldades e um cenário político que o fez pensar nas possibilidades para transformar o Brasil num lugar melhor para viver.

“Reforma política, manifestações, revolução escolar... Várias ideias passavam pela minha cabeça. Todas complexas e de difícil execução. Resolvi simplificar. Meio de brincadeira no início, mas sempre com a esperança de um futuro melhor na ponta da caneta, imaginei como seria a revolução brasileira, nossos revolucionários e tal operação”, conta o autor, que atualmente mora em Florianópolis.

No livro, o idealizador do GATU é o personagem Professor, que leciona em uma universidade de “Floripa”. 

Quando ele é convidado para um encontro de ex-alunos da Unesp de Bauru, no bar Ubaiano, convida para sua missão o amigo Gege, um socialista “roxo”. Completam o grupo de “guerrilheiros malucos” os personagens Boca Aberta, um surfista boa vida, e Polaco, um imigrante ilegal.

Com linguagem leve e divertida, palavrões e críticas até à música brasileira, Rafael deseja que o GATU inspire novas gerações. “O livro não é sobre política, mas sobre a revolução que quatro amigos resolvem fazer. A leitura pode levar os jovens se interessarem por fazer um Brasil melhor, mais justo e menos corrupto”, almeja o autor.

Serviço
Para saber mais, digite na busca do Facebook (www.facebook.com) Gatu o livro. A obra é vendida em sites como o Estante virtual (www.estantevirtual.com.br) por R$ 24,90.

Comentários

Comentários