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28, Dia do Bancário: ?Só a luta muda a vida?

Por Sindicato dos Bancários de Bauru e Região | CSP-Conlutas
| Tempo de leitura: 2 min

Nesta sexta-feira, 28, é comemorado o Dia do Bancário. A história dessa data remete a 1951, quando os bancários, através de muita luta e coragem, unificaram a campanha salarial nacionalmente. Na época, as principais reivindicações da categoria eram o reajuste de 40% (frente a uma inflação de cerca de 12%), salário mínimo profissional e adicional por tempo de serviço. Como de costume, após algumas reuniões fracassadas, os bancos por fim apresentaram sua resposta às reivindicações mais urgentes: nada de salário mínimo profissional, nada de adicional por tempo de serviço e reajuste salarial pelo mesmo índice da inflação.

Indo contra a corrente da maioria dos bancários que aceitaram o acordo, os paulistas rejeitaram a proposta injusta e deflagraram a greve. A mobilização durou 69 dias, mesmo sob pressão de outros sindicatos da categoria e sob repressão do Departamento de Ordem Política e Social, o Dops, que, com truculência, prendeu e agrediu vários grevistas. A paralisação só acabou no dia 5 de novembro, depois que a Justiça concedeu reajuste de 31%.

Essa mobilização histórica foi a peça chave para o início de conquistas importantes para os, atualmente, mais de 500 mil bancários do Brasil, como a jornada de 6 horas, auxílio creche/babá, horas extras com adicional de 50%, auxílio-refeição, cesta-alimentação, folga assiduidade, Participação nos Lucros e Resultados, Plano de Saúde, entre outros direitos que fazem parte da chamada Convenção Coletiva de Trabalho, um acordo válido para todos integrantes da categoria no país inteiro. 

Assim, o Dia do Bancário celebra a mobilização histórica e vitoriosa da campanha salarial de 1951, e caracteriza o perfil desses trabalhadores que lutam por seus direitos e ideais até os dias de hoje. Um dos lemas do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas é que “Só a luta muda a vida”. Usada como motivação, essa ideia norteia diariamente as ações da diretoria do Sindicato, que reivindica direitos e melhorias, denuncia todo tipo de abuso e luta pelo respeito e valorização dos mais de 2 mil bancários de Bauru e mil e duzentos de outras 48 cidades em que a organização atua. 

Desvalorizados e sufocados pelos bancos com seus lucros bilionários, pelas metas inatingíveis, assédio moral, demissões imotivadas, escassez de funcionários e, consequentemente, doenças físicas e psicológicas, os bancários vivem uma realidade às vezes invisível à população. Por isso, além de lutar contra essa realidade, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas relembra a todos o quanto esses trabalhadores merecem a homenagem deste dia. 

  

 

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