Tribuna do Leitor

Saia do automático!


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Usufruir daquilo que desejamos. Ultrapassar fronteiras minimalistas. Estas são atitudes que nos são lícitas, mas nem tudo nos convém. Por que será que tantas pessoas deixam de realizar aquilo que lhes apetece para agradar a um suposto ideal? O conhecimento e a sabedoria são conceitos não inatos, isto é, não nascem com o ser predestinadamente. No entanto, semelhantemente à “tábula rasa” de John Locke, a sociedade nos ordena e automatiza progressivamente. Chegando, pois, tais informações ao sistema nervoso de um indivíduo,  como um pensamento imutável, a mente registra aquilo que lhe é imposto.

  

Romper com tradições ou vertentes de pensamento pode não ser simples. Todavia, hora ou outra o questionamento nos invade. Ademais, temos a decisão de conviver aceitando o que já nos fora ensinado ou de buscar compreender e concluir seguindo um instinto e razão próprios. O maior problema, no entanto, é a falta de conhecimento. E essa ausência, por favor, não culpemos o povo. O poder e controle oligárquicos delimitam o supostamente correto, esposados à ludibriante. Posteriormente, a plebe tende a crer sem saber. 

Larissa R. Dias Nascimento

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