| Agência Brasil/Arquivo |
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| Em nota, o governo afirmou que Mercadante "detém toda confiança" de Dilma |
O Palácio do Planalto negou "com veemência" nesta sexta-feira (11) a informação, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, de que a presidente Dilma Rousseff buscaria fora do PT um nome para substituir o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
Em nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República, o governo afirma que a reportagem "não condiz com a verdade" e que Mercadante "detém toda confiança" de Dilma e "mantém um trabalho fundamental" para a gestão do governo e na construção da estabilidade política.
Na reportagem, o jornal afirma que a substituição de Mercadante por um não petista teria o objetivo de provocar impacto político para tentar sair da crise que atinge o governo, em meio ao baixo crescimento econômico e deterioração fiscal. Mercadante, entretanto, não deixaria o governo, sendo realocado em outra pasta, de acordo com a Folha.
Na nota divulgada nesta sexta, o governo nega as informações publicadas pelo jornal e elogia o titular da Casa Civil.
"A reportagem não condiz com a realidade e serve apenas para fomentar especulações desnecessárias. O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, detém toda confiança da presidenta Dilma Rousseff", afirma a nota.
"Diferente do que informa o texto, o ministro-chefe da Casa Civil mantém um trabalho fundamental para a gestão e tem colaborado na construção da estabilidade política, fator importante para a criação do ambiente necessário para a retomada do crescimento econômico, geração de empregos e distribuição de renda, objeto central do programa de reeleição da presidenta Dilma Rousseff."
Uma fonte que participa da articulação política do governo disse à Reuters que “não há sinais de desprestígio” de Mercadante dentro do Palácio do Planalto. Segundo avaliou a fonte, que falou sob a condição de anonimato, o desgaste do ministro-chefe da Casa Civil ocorre mais dentro do Congresso.
O governo Dilma tem enfrentado dificuldades políticas, especialmente na relação com o Congresso Nacional, em meio à necessidade de aprovar medidas de reequilíbrio das contas públicas.
Relatos de bastidores em Brasília dão conta de dificuldades na relação entre Mercadante e o vice-presidente Michel Temer, que recentemente deixou o dia a dia da articulação política do governo.
Além dos problemas com o fraco desempenho da economia e com as contas públicas --a Lei Orçamentária de 2016 enviada pelo governo ao Congresso prevê déficit primário de 30,5 bilhões de reais-- Dilma tem registrado baixas recordes na aprovação de seu governo, além da defesa por parte de parlamentares de oposição da abertura de um processo de impeachment contra seu governo.
