Esqueça a crise e que o preço dos alimentos sobe todo dia. Quem trabalha com a área de lanches a preços populares está se dando muito bem. Tanto que duas praças na cidade se transformaram em ponto de encontro dos moradores de Bauru. O segredo? Unir diversão para as crianças com comilanças, petiscos a preços convidativos.
A receita está dando muito certo. E segundo vários frequentadores, a cidade poderia ter muito mais áreas como essas. Por isso, se há um setor que não está se queixando é o de fast food, comidinhas rápidas, em trailers e a preços bem acessíveis.
Desse modelo já há a derivação: os food trucks, mais sofisticados e que oferecem mais opções do que os lanches. No Brasil, a tendência dos food trucks, “veículos” que fazem comida a céu aberto, está incipiente ainda. Em algumas Capitais, como São Paulo, o modelo já está normatizado e traz até mesmo uma gastronomia mais requintada. E para mostrar como funciona, recentemente Bauru foi palco de dois eventos nesse gênero.
Gosto e tradição
Mas antes mesmo que esse comércio de “comida de rua” se popularizasse como está ocorrendo agora, os famosos trailers de lanches e carrinhos de cachorro-quente caíram no gosto das pessoas.
Tão logo as universidades se instalaram na cidade (na época eram apenas faculdades, como as de Engenharia (FEB), a de advocacia – ITE - e de filosofia Ciências e Letras – a Fafil), também apareceram os famosos carrinhos de lanches em suas portas. Eram os cachorros-quentes e sanduíches à base de hambúrgueres, os então batizados de “sandubas” a aplacar a fome dos estudantes que iam direto do trabalho para o estudo. Viraram febre e tradição.
Lelo’s e lanchódromo
Tanto é verdade que Bauru foi uma das primeiras cidades do Interior a ter oficializado pela prefeitura um “lanchódromo” na avenida Nações Unidas, na década de 80. Antes disso, em 1976, outra inovação: o Lelo’s Batidas. Para vender apenas a bebida, misturada de todas as formas possíveis. A história começou num trailer estacionado na esquina da Nações Unidas com a rua Constituição e dura até hoje em forma de dois estabelecimentos comerciais.
Naquela época, o Parque Vitória Régia nem existia e a Nações Unidas era pequena, sua extensão era só entre as avenidas Rodrigues Alves e Duque de Caxias. Terminava sob o viaduto.
Mas os carrinhos populares dos cachorros-quentes, as batidinhas, os sandubas foram o ponto de partida para que haja trailers espalhados por toda a cidade. E mais: dois grandes pontos de convergência entre alimentação e atrações para diversão da criançada. As duas atividades, lazer e alimentação, são a fonte de renda de muitas famílias. E rendem bons casos de empreendedorismo.