Política

Mesmo com críticas a Dilma, Frente Popular defende governo até 2018

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Manifestação ocorreu nesse sábado (3) de manhã no Calçadão no Centro

Embora discorde do ajuste fiscal anunciado pelo governo de Dilma Rousseff (PT), o Comitê Regional da Frente Brasil Popular em Bauru percorreu o Calçadão da Batista de Carvalho, Centro da cidade, para panfletar em defesa da democracia e da Petrobras. No ato público que integrou o Dia Nacional de Luta, o comitê formado por sindicatos, sendo a maioria ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), além do Movimento dos Sem-Terra (MST) e PT também se queixou da retirada de direitos históricos de trabalhadores.

“Temos condições de manter um governo popular. O primeiro governo de Dilma foi popular e é essa manutenção que queremos. O que existe hoje é uma verdadeira luta de classes. A elite não aceita o resultado da eleição e quer dar o golpe, que atropelar a democracia e isso não aceitamos”, diz o coordenador da CUT, Itamar Calado.

De acordo com ele, a possibilidade de impeachment da presidente petista fere a democracia. Razão pela qual cerca de 40 pessoas também tomaram o Calçadão, nesse sábado (3) por volta das 11h, com atraso por conta da chuva. Figuras importantes do PT, porém, não participaram da passeata, como é o caso da vice-prefeita Estela Almagro e do responsável pela legenda no município, Claudinho da Construção.

Sem jugo

Mas segundo Wagner Monteiro (Chicão), que antecedeu Calado na CUT, nem trabalhadores do campo (não só do MST), nem os urbanos que participaram do ato ontem na cidade estão sob cabresto do governo petista.

“O movimento dos trabalhadores é independente. Porém nós não aceitamos golpe. Elegemos esse governo, mas não somos submissos a ele. Não concordamos com o Levy (Ministro da Fazenda) e com as medidas que estão engessando o governo para ele conseguir ir adiante. Defendemos a democracia e a Petrobras, mas somos contra todas essas medidas que a Dilma está sendo obrigada a fazer”, reitera.

Tem posição semelhante um dos coordenadores do MST na região, Willian Miranda Cabeçoni, que veio de Iaras. “Nossa principal reivindicação é que aconteça a reforma agrária. No governo Dilma houve, de fato, uma paralisação muito grande, mas somos a favor da democracia. Se a Dilma sai, entra quem? Para quem?”, questiona Cabeçoni, segundo quem a substituição da presidente pode levar o País a uma situação pior.

Petrobras

Para o grupo que formou o Comitê Regional da Frente Brasil Popular, a exploração de petróleo no Brasil deve ser feita exclusivamente pela Petrobras, com o modelo de partilha já aprovado, com royalties destinados à Educação, além de Saúde e Segurança, afirma o coordenador da CUT, Itamar Calado.

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