Regional

Prefeitura de Jaú decide rescindir o contrato com operadora de cartão

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

A recusa por parte de alguns supermercados de Jaú (47 quilômetros de Bauru) em receber o tíquete-alimentação dos servidores públicos levou a prefeitura a antecipar a rescisão do contrato com a Bancred Card, administradora do cartão do benefício. O saldo remanescente deste mês, segundo a administração, será depositado na conta corrente dos funcionários em data “ainda a ser definida”.

O anúncio foi feito anteontem, por meio de circular divulgada pela Secretaria de Governo. No documento, a prefeitura diz que iniciou os trâmites para rescindir o contrato com a empresa.

De acordo com o Executivo, a Secretaria de Economia e Finanças irá disponibilizar na conta dos funcionários públicos somente o saldo do auxílio-alimentação relativo ao mês de outubro.

Servidores que tiverem valores remanescentes no cartão anteriores a este mês deverão entrar em contato com a Bancred Card para pedir o reembolso através do telefone (19) 3022-2500 ou e-mail sac@bancredcard.com.br

A reportagem telefonou para o gerente da empresa, Mário Alberto Guecks, mas ele não foi encontrado. Uma funcionária informou que representante da Bancred daria retorno, o que não ocorreu até o fechamento desta edição.

Impasse

Desde o dia 1, pouco mais de 3 mil servidores de Jaú não estão conseguindo usar o cartão do auxílio-alimentação em pelo menos seis supermercados da cidade. O valor mensal do benefício pago pelo Executivo é de R$ 530,94.

No último dia 2, o secretário municipal de Economia e Finanças, Luís Vicente Federici, informou que a operadora foi notificada para solucionar o problema e apresentar a listagem oficial dos supermercados conveniados.

Na ocasião, ele ressaltou que os repasses à empresa estavam em dia. Na segunda-feira, dia 5, o gerente da Bancred Card disse que os mercados que deixaram de receber o tíquete sem qualquer justificativa seriam notificados.

Segundo ele, o contrato com os estabelecimentos prevê que o descredenciamento deve ser informado à operadora com pelo menos trinta dias de antecedência, o que não teria sido feito. Os supermercados alegam que avisaram previamente a empresa. O gerente da Bancred não descartou acionar judicialmente os mercados.

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