Tribuna do Leitor

Incoerência da reorganização educacional

Laryssa de Cássia Ramos Gomes
| Tempo de leitura: 2 min

A partir do próximo ano a escola pública estadual sofrerá algumas mudanças, como a fechamento de algumas escolas e a separação das mesmas por ciclos, ou seja, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e o Ensino Médio irão funcionar em prédios serarados. A justificativa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo é que isso irá contribuir para o desenvolvimento do aluno. No entanto, está claro que não há estrutura física e psicológica para tal ato, pois alunos que estudam perto de sua casa (lugar que na maioria das vezes tem uma herança cultural) terão que partir para outra escola, em outro bairro, algo desconhecido e arriscado, pois o jovem absorve e constrói sua identidade na escola, junto dos colegas que passaram anos estudando juntos, e não se sabe se a rede irá disponibilizar transporte gratuito.


Sobre a questão pedagogica, é coerente este tipo de mudança? Alunos que já estão adaptados terão que passar por esse processo novamente, tomar o ambiente como seu não é tão simples, ainda se falando de crianças e adolescentes em formação. Além do mais,  essas mudanças podem agravar um problema já existente na escola a evasão, ou seja, o aluno irá chegar a um lugar desconhecido, o processo de adaptação pode ser lento, perdendo sua identidade ele não irá tomar o local como pertencente a ele por consequência pode parar de frequentar as aulas. Essa nova estrutura deixa claro que haverá a superlotação de salas, o que atrapalha o rendimento do aluno, a dificuldade de locomoção e adaptações serão apenas uns dos primeiros desafios encontrados para os estudantes da rede. A Secretaria da Educação se mostra totalmente apática ao descontentamento dos alunos, que já estão nas ruas em manifestações contra essa nova mudança, e agora nos perguntamos: existe mesmo a democracia? Existe a opção de escolha?

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