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'Um pacto pelo esporte'

Antonio Carlos Azevedo dos Santos
| Tempo de leitura: 2 min

Em setembro de 2013, um grupo de ex-atletas e esportistas foi visto no Salão Verde do Congresso Nacional segurando uma faixa com as seguintes inscrições, “Esporte Transparente e Democrático “. Campeões como Gustavo Kuerten, Hortência, Ana Moser e Raí, membros do “ Atletas pelo Brasil “, foram a Brasília brigar pela mudança na Lei Pelé. Nocautearam o fisiologismo da Câmara e aprovaram a inclusão de um artigo, o 18-A, no texto que rege o esporte nacional. Entre outras obrigações de boas práticas na gestão, ele condicionava o recebimento de recursos públicos por federações e confederações á limitação do mandato de dirigentes esportivos ao período de ate 4 anos, com direito a apenas uma recondução.


Aquela foi a primeira grande vitória do “ Atletas pelo Brasil “ , organização sem fins lucrativos que existe desde 2006, conquistou espaço e agora entra em uma seara fundamental, a do financiamento pela iniciativa privada.


Na quarta feira passada, dia 28/10/15, em São Paulo, o grupo celebrou a aprovação do que foi chamado de “ Pacto pelo Esporte”. É um acordo firmado entre empresas privadas que patrocinam entidades esportivas e desejam melhorias na condução em termos de gestão, governança e transparência. Depois da aprovação do 18-A, muitas empresas procuraram membros do “ Atletas pelo Brasil”, buscando diretrizes parecidas para reger suas relações com as federações e confederações.


As primeiras duas dezenas de empresas signatárias do pacto, que já investem mais de 550 milhões de reais anuais no esporte brasileiro, darão 2 anos de prazo para que as confederações se ajustem aos novos termos. No fim deste período, quem não se adequar correrá o risco de não ter seus contratos de patrocínio renovados.


Segundo membros do “Atletas pelo Brasil”, a tendência é que o esporte de alto rendimento seja financiado por recursos privados, o investimento que temos de cobrar do Estado é no esporte como direito do cidadão, aquele ligado à saúde e ao lazer. O Estado deve limitar-se a dar condições ao cidadão da prática de esportes em locais apropriados, dando oportunidade a todos, principalmente as crianças e jovens.


O autor é colaborador de Opinião

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