A divulgação de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) referente aos funcionários da saúde vinculados à Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) gerou embate entre dois sindicatos que representam a mesma categoria, ontem de manhã, em Bauru. O documento informa reajuste salarial de 8,42%, porém, com perdas de alguns outros benefícios.
Acontece que parte dos trabalhadores se diz descontente com a atuação do Sindicato dos Empregados em Estabelecimento e Serviços de Saúde de Bauru (Seessb). Recentemente, inclusive, houve um desmembramento da categoria e a criação de outra associação: Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem de Bauru e Região.
Cerca de 30 funcionários foram até o Seessb ontem, na quadra 12 da rua Cussy Junior, para buscar solução. Presidente do recém-formado sindicato, Nilda Rosa explicou que o impasse começou quando a Famesp divulgou comunicado de que a fundação havia se filiado ao Sindicato das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo (Sindhosfil).
“O comunicado informa algumas perdas de benefícios. Vale-alimentação cairá de R$ 330,00 para R$ 125,00; adicional noturno de R$ 45,00 para R$ 40,00; folga noturna de 3 para 2; auxílio creche de R$ 180,00 para R$ 170,00; além do desconto de 1,5% de sócios e não sócios referentes à contribuição assistencial com o Sindicato da Saúde (Seessb)”, questiona.
Advogado do Seessb, Júlio Fogaça explica que foi firmada uma convenção coletiva com o sindicato patronal das santas casas (Sindhosfil), que possui parâmetros de benefícios diferentes dos estabelecidos pela Famesp. “No entanto, mesmo a Famesp tendo se enquadrado na categoria ‘santa casa’, não existe perdas de benefícios já conquistados”, diz.
‘Nada irá mudar’
“O acordo coletivo com a Famesp ainda será assinado, provavelmente na semana que vem. Mas nada irá mudar. Em relação ao 1,5% de contribuição para o sindicato, o empregado tem o direito de entregar uma carta de oposição dizendo que não concorda com o desconto. Mas é preciso esperar a assinatura do acordo coletivo com a Famesp para se oporem”, explica Júlio Fogaça.
Em nota, a Famesp confirmou que irá manter os benefícios e reforçou que o desconto de 1,5% de sócios e não sócios referente à contribuição assistencial para contribuir com o Sindicato da Saúde é um valor assistencial e, caso o funcionário não queira contribuir, deverá se manifestar por escrito junto ao Seessb.