| Nelson Antoine/Estadão Conteúdo |
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| Caminhoneiros realizam um protesto reivindicando melhores condições de trabalho e ao impeachment da presidente Dilma Rousseff durante a tarde desta segunda feira, na Marginal Tietê, altura da Ponte das Bandeiras. |
O protesto dos caminhoneiros, que atinge ao menos sete Estados nesta segunda-feira (9), chegou à cidade de São Paulo. Por volta das 11h50 (de BrasÃlia), os manifestantes bloqueavam a marginal Tietê, próximo à ponte da Casa Verde.Â
De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), os caminhoneiros ocupavam duas faixas da via expressa, sentido rodovia Ayrton Senna. As faixas locais estão liberadas para o tráfego. O órgão informou também que há lentidão entre a ponte dos Remédios e a ponte da Casa Verde.Â
A polÃcia não soube informar quantos caminhoneiros protestavam no local. Também não há previsão de abertura das faixas.Â
Os caminhoneiros iniciaram protestos em rodovias, após não entrarem em acordo com o governo federal em relação à s suas reivindicações.Â
As paralisações começaram na madrugada desta segunda no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Norte.
Rodovias em quatro Estados do PaÃs estão bloqueadas
| Marcelo Camargo/Agência Brasil |
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| Caminhoneiros protestam na BR 040, perto de ValparaÃso de Goiás |
O protesto dos caminhoneiros liderado pelo Comando Nacional do Transporte já bloqueou rodovias em quatro Estados, entre a madrugada e a manhã desta segunda-feira (9), segundo a PolÃcia Rodoviária Federal. Os transportadores pedem redução no preço do óleo diesel, uma tabela de preços mÃnimos para o frete e a saÃda da presidente da República, Dilma Rousseff, do poder.Â
Houve bloqueios parciais na BR-381, em Minas Gerais, próximo do municÃpio de João Monlevale, e na BR-262, em Igaratinga; em Santa Catarina, na BR-280, em São Bento do Sul, e na BR-282, em Campos Novos; no Rio Grande do Sul, na BR-448, em Porto Alegre, mas a PRF informou que o trânsito já foi total ou parcialmente liberado. Neste momento, os manifestantes também bloqueiam a BR-376, em Califórnia, no Paraná.
Por volta das 6h, os caminhoneiros também realizaram uma manifestação na Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, o que provocou filas de nove quilômetros na via nesse horário.
No fim de semana, a categoria já tinha realizado manifestações em cidades como Apucarana e Ibiporã, no Paraná, um dos Estados onde é esperada a maior adesão.Â
Quase toda a movimentação vem sendo organizada via aplicativos de celular e pelas redes sociais, mas não conta com a adesão de boa parte das entidades nacionais que representam o setor.
Um dos lÃderes da categoria e organizador da paralisação, Ivar Schmidt afirma que a luta é pela renúncia da presidente Dilma Rousseff. Ele está à frente do "Comando Nacional do Transporte" e garante que os caminhoneiros, agora, somente vão negociar "com o próximo governante".
A greve ganhou o apoio de grupos como Movimento Brasil Livre e Vem pra Rua. Os lÃderes do movimento garantem já ter grande apoio também de caminhoneiros de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A expectativa é atingir pelo menos 70% do PaÃs inicialmente.
Contra
Várias entidades que representam o setor se manifestaram contra esse movimento e veem interesses polÃticos por trás dessa paralisação. Para o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Bens no Estado do Pará (Sindicam-PA), a greve é organizada "por pessoas que não fazem parte da categoria e estão aproveitando o momento de dificuldade que o PaÃs passa".
Já a Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens) diz que "os problemas que afetam a categoria são muitos e que, para resolvê-los, é preciso coesão e sabedoria".Â
Entidades de Goiás e Tocantins também assinaram, juntos, um documento contra a greve.
Principal alvo dos sindicatos, Ivar Schmidt tem 44 anos, mora em Mossoró (RN) e nega qualquer vÃnculo partidário. Caminhoneiro, ele começou a se destacar há um ano e, em 2015, criou o "Comando Nacional do Transporte".
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