Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 3 min

O ESPERADO SUPERCLÁSSICO

O duelo Brasil x Argentina não é apenas o maior do continente, e sim do futebol mundial. Os cronistas esportivos da Europa e demais partes do universo estão dando grande destaque ao Superclássico de quinta-feira, entre os ferrenhos e eternos rivais, pela 3ª rodada das Eliminatórias. É o assunto em Buenos Aires, devendo o Monumental de Nuñez ficar lotado. O Brasil perdeu para o Chile e ganhou da Venezuela. A argentina perdeu para o Equador e empatou com o Paraguai. Na história do qualificatório sul-americano foram três vitórias dos hermanos e duas dos brazucas. A Argentina leva vantagem também na Copa América, com 14 títulos contra oito do Brasil. Os argentinos conquistaram duas medalhas de ouro nas Olimpíadas, e os brasileiros nenhuma. De outro lado, levantamos cinco Copas do Mundo, e eles, duas. Nossa Seleção foi campeã da Copa das Confederações quatro vezes, uma delas em cima dos nossos vizinhos (ler memória). Os nossos arqui-inimigos foram campeões uma vez.

FACADA

Além de ficar no pior lugar do Monumental de Nuñez, setor destinado aos visitantes, o torcedor brasileiro terá de pagar 1200 pesos (R$ 475, na conversão atual) para ver o Superclássico de quinta-feira. O valor é  quase 10 vezes mais ao dos ingressos populares, que são os mais baratos destinados aos argentinos e que custam 150 pesos. A entrada para River x Huracan, semana passada, pela Copa Sul-Americana, custou 350 pesos, e contra o Equador,  o valor do bilhete para os visitantes foi de 500 pesos. O negócio é cobrar 2 mil reais de cada hermano no Superclássico de volta.


OBRIGAÇÃO

Os 28 mil torcedores de domingo no Allianz Parque gritaram no fim do jogo que a Copa do Brasil é obrigação. Missão espinhosa do Palmeiras, que vai mal na defesa, no ataque, e encara um time que está voando. Se bem que futebol é imprevisível e nem sempre o melhor vence. Ao invés de vexame do Verdão, prefiro dizer que foi uma bela e merecida vitória do então lanterna Vasco.


CASA DO TIMÃO

A casa do Timão não será mais chamada de Itaquerão e nem de Arena Corinthians. Segundo a Folha de S. Paulo, até o fim do ano o Corinthians deve vender o Naming Rights, provavelmente para empresa da Europa. Naming Rights é a prática da concessão de direitos de nome. Como Allianz Parque. O primeiro estádio brasileiro a adotar essa prática foi o do Atlético Paranaense, em 2005, passando a chamar-se Arena Kyocera. Com o fim do contrato, voltou a ser Arena da Baixada.


BRASILEIRÃO

A 35ª rodada do Brasileirão acontece só no meio da próxima semana, por causa dos jogos da Seleção pelas Eliminatórias. O jogo que pode definir o título, entre o virtual campeão Corinthians e o vice-lanterna Vasco será no dia 19, em São Januário, às 22h, e não mais no Maracanã.


NA GALINHA

O Atibaia foi barrado da Série A2 por não ter estádio que cumpra as exigências. A vaga fica com Barretos, 5º colocado da Série A3. O Mirassol, que ficou em 5º na Série A2, pode disputar a elite em 2016 no lugar do Água Santa, se o clube de Diadema não aumentar a capacidade do estádio de três para 12 mil. Na gíria da malandragem, “na galinha” é conseguir algo fácil, de graça.


DUREZA

A Série A2 do próximo ano terá a volta do mata-mata, com os oito melhores colocados divididos em dois grupos de quatro. Pior do que isso será o rebaixamento de seis times.


MEMÓRIA

Final da Copa das Confederações Alemanha/2005: Brasil 4 x 1 Argentina, em Frankfurt, gols de Adriano 2, Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Aimar para os argentinos. Árbitro: Lubos Michel. Brasil: Dida; Cicinho (Maicon), Lúcio, Roque Júnior e Gilberto; Emerson, Zé Roberto, Kaká (Renato) e Ronaldinho Gaúcho; Robinho (Juninho) e Adriano. Técnico: Parreira. Argentina: Lux; Zanetti, Coloccini, Heinze e Placente; Cambiasso (Aimar), Bernardi, Riquelme e Sorín; Delgado e Figueroa (Tevez). Técnico: Pekerman.


AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço Luiz Anésio, César e todos da Diguê Academia.

Comentários

Comentários