| Divulgação/Band.com |
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| Dip estava credenciado |
A Samarco Mineradora, responsável pelas duas barragens de rejeitos que romperam no dia 5 e provocaram tragédia no distrito de Bento Gonçalves, em Mariana (MG), expulsou uma equipe do programa “CQC”, da Band, liderada pelo repórter bauruense Juliano Dip, 31 anos. Foi em uma coletiva de imprensa na última quarta-feira.
O próprio Dip admitiu que tentaram tirá-lo com a equipe do ônibus que levaria os jornalistas para a coletiva, mas na catraca de mineradora acabou barrado pelos seguranças.
Ao Jornal da Cidade, Juliano comentou, nessa quinta-feira (12): “A censura ainda existe no Brasil, eu lamento. Em toda a minha carreira, desde os tempos da querida 96FM, é a primeira vez que sou impedido de entrar em uma entrevista onde estavam outros colegas de imprensa. Isso se chama censura e medo de um programa que eles sabem que não tem o rabo preso e pode falar a verdade”.
Internacional
Repórter do Wall Strett Jornal, Paul Kiernan, presente à coletiva, viu o que acontecia com a equipe do CQC e postou vídeo sobre o caso e a mensagem: “#Samarco tenta impedir jornalistas da TV Bandeirantes de coletiva sobre desastre”.
Conforme comentário indignado de Boris Casoy, no Jornal da Noite, que foi ao ar na madrugada de ontem (o âncora é da própria emissora do jornalista), o pior de toda essa censura foi o fato de que Juliano estava devidamente credenciado para participar da coletiva.
A Samarco não se pronunciou sobre o assunto e, sem dúvida, o registro e toda a repercussão estará no próximo CQC, na segunda-feira. O assunto deve render. Nas redes sociais estava sendo, nessa quinta (12), um dos tópicos mais comentados.
A reportagem da Band, citando o vídeo do jornalista americano, teve, em 20 minutos após a postagem, cerca de 8 mil visualizações.
