| Arquivo João Rosan |
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| O músico escrevia a coluna Discoteca do JC, onde dava, até recentemente, recomendações sobre os lançamentos do mercado dos discos |
| Arquivo Quioshi Goto |
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| Garoto de família musical vinda da Bahia para o Interior de São Paulo, Hermógenes cantava e tocava diversos instrumentos |
Vítima de uma insuficiência respiratória, Hermógenes de Oliveira morreu, nesse sábado (14), aos 88 anos. Garoto de família musical vinda da Bahia para o Interior de São Paulo, mais especificamente, Pirajuí, ele cantava e tocava diversos instrumentos. Além disso, o pai de Hermógenes, Manoel Domingos de Oliveira escreveu o Hino de Bauru, que passou a ser adotado pelo município em julho de 1993. No último Viva Bauru, inclusive, ele presenciou a apresentação do cântico.
Os pais do músico saíram da Bahia em 1923 rumo a Pirajuí, onde ele nasceu, em 1927. A mãe tocava bandolim e o pai, bandolim, flauta e violão. “Na verdade, minha família tinha músicos baianos muito bons”, elogiou Hermógenes em uma entrevista concedida ao JC e publicada no dia 5 de dezembro de 2010. Aos 10 anos, o garoto já tocava violão e, alguns anos mais tarde, começou a compor músicas.
Quando completou 20 anos, o jovem formou uma orquestra de dança, a “Melodia Universal”, composta por músicos de Bauru e Piratininga. Embora o grupo tocasse tudo o que era dançante, o ritmo que mais agradava o público era o bolero. Os músicos perderam espaço para o rock’n roll, que passou a dominar os bailes, e a orquestra se dissolveu em 1962, oito anos após ser criada.
O irmão de Hermógenes, Jeovah de Oliveira, o Valzinho, foi assessor de diretoria e redator do Jornal da Cidade na primeira metade de sua história. O músico passou a escrever a coluna Discoteca do JC, onde dava, até recentemente, recomendações sobre os lançamentos do mercado dos discos. “Ele era religioso, dócil e eu sempre o encontrava na feira, aos domingos, na Gustavo Maciel”, afirma o jornalista e ex-prefeito de Bauru Nilson Costa.
Multifuncional
Segundo o memorialista Luciano Dias Pires, Hermógenes não era apenas cantor, compositor e instrumentista. Ele também fazia parte da Associação dos Cronistas Esportivos de Bauru, onde jogava tênis, e já foi guia das expedições turísticas do Sesc. “Jogava tênis de campo muito bem, até ganhei alguns troféus e medalhas que ainda guardo”, argumentou o músico em entrevista que concedeu ao JC há cinco anos.
Viúvo de Regina Verônica de Oliveira, com que foi casado por mais de 60 anos, Hermógenes teve três filhos: Hélio, Helena e Roberto. O velório do músico ocorre na sala 1 do Centro Velatório Terra Branca, localizado na rua Gerson França, 5-55, na região central de Bauru. Já o sepultamento será hoje, às 14h, no Cemitério Jardim do Ipê, sediado na avenida José Vicente Aiello, 22-125, no Parque das Nações.

