Regional

Promotoria apura quedas de energia em Piratininga

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O Ministério Público (MP) em Piratininga (13 quilômetros de Bauru) irá apurar denúncia feita por três vereadores sobre constantes quedas de energia na cidade. O órgão já solicitou informações à CPFL e aguarda ofício com as respostas. Na semana passada, conforme divulgado pelo JC, moradores da zona rural foram até a unidade da concessionária em Bauru para reclamar (leia mais abaixo).

Nas redes sociais, as denúncias sobre falta de energia em Piratininga são frequentes. Além da interrupção no serviço, muitos alegam que não conseguem contato com a CPFL para solicitar o restabelecimento da energia. A reportagem apurou que o problema estaria ocorrendo nas áreas urbana e rural.

De acordo com moradores da cidade, sempre que chove, o fornecimento de energia é afetado. Nos últimos dias 13 e 17, vários bairros ficaram às escuras por horas. Nem mesmo o distrito de Brasília Paulista escapou da escuridão. Em alguns casos, a solução do problema teria demorado quatro dias.

Na representação protocolada no MP no dia 18, Wander Luis Rodrigues (PSDB), o Wandão, Luis Vanderlei Faria de Moraes Junior (PMDB), o Juninho Faria, e José Miguel Pereira dos Santos (PSB), o Miguelzinho Pereira, criticam os serviços prestados pela CPFL e cobram a solução do problema.

“Se já não bastassem as altíssimas taxas de consumo que todos nós sofremos mensalmente, taxas essas que foram elevadas a níveis extremos desde o final do ano passado, ainda nos deparamos com a precariedade nos serviços que estão sendo prestados”, traz o documento.

Prejuízos

Segundo Wandão, os prejuízos com as quedas de energia e a demora para o restabelecimento do serviço são grandes. “Empresários, sitiantes e moradores de Piratininga relatam percas com eletrodomésticos, alimentos e paralisação da produção, no caso das empresas, gerando um extremo caos”, relata.

No dia 16, grupo de moradores do Água do Paiol, na zona rural, foi até a sede da CPFL em Bauru para reclamar da falta de energia. Na ocasião, comerciantes relataram ao JC a perda de 700 doses de vacina para o gado e de 2,5 mil litros de leite. Alguns registraram boletim de ocorrência para pedir ressarcimento.

A promotora Flávia Maria José Bovolin informou que instaurou procedimento de investigação preliminar e solicitou informações à CPFL. Com base nas respostas, ela poderá abrir inquérito civil para apurar eventuais falhas da empresa na prestação dos serviços de energia.

‘Oscilação comum’

Em entrevista recente, Clauber de Marchi Pazin, gerente de serviços de campo da CPFL em Bauru, declarou que a oscilação no abastecimento é comum na zona rural de Piratininga devido à força dos ventos e à queda de eucaliptos na rede elétrica, em alguns casos, resultando na quebra de postes.

No dia 19, reportagem questionou a concessionária de energia sobre as denúncias feitas pelos vereadores ao MP mas, apesar dos reiterados pedidos de resposta, até o fechamento desta edição, nenhum retorno foi dado.

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