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PT pede vaga de vereador por infidelidade partidária

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Vereador Lelo Pagani trocou o PT pela Rede

O Partido dos Trabalhadores pediu no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a vaga do vereador Lelo Pagani alegando infidelidade partidária. Ele trocou a legenda pela Rede de Sustentabilidade. A ação foi movida pelo Diretório Estadual. Se for aceita pela Justiça Eleitoral, o PT quer que a vaga de Lelo fique com o primeiro suplente, o ex-vereador Nilton Cesar de Andrade.

O vereador Lelo Pagani acusa o partido de “forjar” um documento para justificar a justa causa de sua perda de mandato. Ele saiu do PT em 23 de setembro deste ano e filiou-se à Rede no dia 25 de setembro. Quando já estava fora do partido, no dia 24, assinou uma carta que esclarecia o motivo de deixar a legenda. “O próprio PT pediu para assinar um documento deixando claro a minha desfiliação. Eles montaram um documento com duas frases: por ‘motivos pessoais’ estava saindo do PT e a segunda que me filiaria à Rede de Sustentabilidade. Com esse ofício querem agora tomar a minha vaga”, declarou o parlamentar.

Segundo ele, com base neste documento o PT entende que Lelo cometeu infidelidade partidária e deixou  o partido sem uma causa justa. “Como estou indo para um partido novo, a legislação permite que eu mude de partido. Não tem sentido essa ação do PT”, declara.

O vereador alega que o partido não está usando o regimento interno, apenas baseia a ação no pedido de desfiliação que foi assinado. “Estou decepcionado com o PT, onde estive filiado por 12 anos. Não fiz nada de errado, já encaminhei minha defesa e confio no trabalho da justiça, pois nada justifica esse pedido”, declarou.

O presidente do PT de Botucatu, Everaldo Rocha, explicou que todo o mandato de deputados e vereadores agora o Diretório Estadual é quem controla e toma as providências quando há mudança de partido. “É uma resolução baixada em abril deste ano que definiu que todo vereador que sair do partido, a direção vai pedir a vaga por infidelidade partidária”, declarou.

Rocha afirma que concorda com a medida. “O vereador não é eleito só com o voto dele. Ele dependeu do conjunto de votos dos 22 candidatos da chapa que disputou a última eleição. O Lelo não se elegeria sozinho. O mandato pertence ao partido”, declara.

O dirigente admite que a legislação eleitoral permite que o filiado que saiu para um partido novo não perde o mandato. “Mesmo assim o Diretório Estadual decidiu pedir a vaga”.

Rocha nega que o documento tenha sido forjado. A explicação para a elaboração da carta é a mudança nas regras com a minirreforma eleitoral de que não precisa mais comunicar ao partido. “Ocorre que o Diretório Estadual pediu que fosse feita a carta de desfiliação. Foi então que foi feito a carta seguindo um modelo. Foi colocado motivo pessoal, porque Lelo alegou na imprensa que saia do partido por divergências com Mário Lelo, que nem mais está no partido”.

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