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Após chuva, asfalto de Bauru vira "queijo suíço"

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

Douglas Reis
Artérias viárias, como a avenida Rodrigues Alves, foram danificadas pela força da enxurrada

A chuva persistente impediu que a Secretaria Municipal de Obras iniciasse, nessa terça-feira (24), os serviços de reparo de buracos abertos pelos temporais que castigaram Bauru nos últimos dois dias. Por este motivo, os motoristas precisam ter atenção redobrada ao trafegar por vias de diversos bairros da cidade, inclusive em artérias viárias como a avenida Nações Unidas, Nuno de Assis e Rodrigues Alves.

Em alguns locais, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) posicionou barreiras e cones para indicar o perigo. Entre os pontos que apresentam problemas, estão a quadra 1 da rua Tamandaré, quadra 6 da rua Colômbia, quadra 3 da rua Quinze de Novembro, quadras 12 e 20 da Nações Unidas, quadras 2 e 3 da rua Aimorés, quadra 4 da rua Antonio Ávila Rebouças, quadra 5 da alameda Marte e quadra 9 da avenida Comendador José da Silva Martha.

“Na marginais da Nações Unidas, principalmente no sentido Centro-Bairro, há vários buracos. O mesmo ocorre em alguns pontos da Nuno de Assis. Mas só quando a chuva parar, ou ao menos diminuir, é que teremos condições de providenciar o reparo”, comenta o secretário de Obras, Sidnei Rodrigues.

Em alguns endereços, como a quadra 5 da rua Maceió, na Vila Cardia – onde um veículo ficou preso na última segunda-feira (23), durante a chuva -, a secretaria adotou medidas paliativas, como cobrir as crateras com pedras. “O objetivo é evitar acidentes mais graves, principalmente com motociclistas”, frisa. Nessa terça, um Gol caiu e ficou preso em outro buraco na quadra 15 da rua Alves Seabra.

Nos bairros onde há ruas de terra, a condição para o início dos serviços de recuperação é a mesma: precisa parar de chover para que a terraplanagem tenha eficácia. Princípios de erosão provocados pela chuva dos últimos dois dias foram contabilizados pela prefeitura em dezenas de bairros da cidade. Segundo Rodrigues, os pontos mais críticos estão localizados em regiões como a Pousada da Esperança 2, Parque Viaduto e Tangarás.

No mesmo dia a secretaria procedeu com os serviços possíveis, essencialmente os de remoção de terra, lixo e entulho trazidos pela enxurrada. No período da manhã e da tarde, equipes das secretarias municipais de Obras e Administrações Regionais trabalharam para desobstruir a quadra 2 da avenida Daniel Pacífico, na Vila São Manoel; avenida Elias Miguel Maluf, na rotatória de acesso à avenida Waldemar Guimarães Ferreira, na Vila Industrial; quadra 32 da Bernardino de Campos, no Parque Viaduto; e quadras 27 e 28 da avenida Castelo Branco, na Vila Ipiranga.  

Secretarias paradas

Ainda nessa terça, pelo segundo dia consecutivo, todas as atividades administrativas das secretarias municipais de Obras, Planejamento, Agricultura, bem como o setor social da Secretaria Municipal das Administrações Regionais (Sear), permaneceram suspensas. Localizado na  quadra 14 da avenida Nuno de Assis, o prédio foi invadido pela chuva durante o temporal da última segunda-feira, devido à incapacidade das calhas de drenar o grande volume de água.

Como medida de segurança, todo o sistema de energia elétrica permaneceu desativado. A expectativa é de que os reparos – incluindo a substituição de placas do teto que cederam - fossem finalizados terça e o expediente, normalizado a partir desta quarta-feira (25), se não voltar a chover com intensidade.

Nova Esperança: ‘cachoeira’ em escola

O prédio da escola estadual Marta Aparecida Barbosa, o Caic, sofreu com a chuva forte registrada em Bauru na tarde dessa terça (24). Os estudantes foram surpreendidos por uma “cachoeira” que se formou entre os pilares do imóvel e alagou parcialmente áreas internas e externas.

Segundo informações obtidas com pais dos alunos que estudam no colégio, localizado na Vila Nova Esperança, a entrada de água foi provocada por falhas na estrutura do prédio. Em imagens divulgadas pelos pais dos estudantes, foi possível observar que choveu dentro e fora das salas de aula.

Novembro mais chuvoso

Com a chuva dos dias finais deste mês, que nem chegou ao fim, já se tornou o novembro mais chuvoso dos últimos 15 anos em Bauru. Com precipitação acumulada de 243,3 milímetros, ele bateu o recorde de novembro de 2009, quando choveu 229,9 milímetros.

Conforme o JC noticiou, a perspectiva, segundo especialistas, é de que os próximos meses sigam a mesma tendência, resultado da intensidade extrema do fenômeno El Niño esperada para este verão. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a previsão é de que não apenas o Sul do País, mas também toda área compreendida entre o Rio Grande do Sul até Brasília e a divisa entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, abrangendo o Estado de São Paulo, registrem chuvas mais intensas do que as médias históricas.

De acordo com o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), ao menos até quinta-feira (26), a expectativa é de que as condições de instabilidade persistam sobre a região, com chuvas isoladas principalmente no período da tarde.

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