Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Britto
| Tempo de leitura: 3 min

PARABÉNS, VERDÃO. MERECEU

 

O Santos ganhou de 1 a 0 na Vila Belmiro, mas merecia golear, se não fossem as incríveis chances perdidas e as milagrosas defesas de Fernando Prass. Já no Allianz Parque, só deu Palmeiras na merecida vitória de 2 a 1, nos 90 minutos. Domínio total do Verdão, que para mim fez sua melhor partida do ano. Marcelo Oliveira armou um esquema perto da perfeição. O time se defendeu com eficiência, atacou com rapidez e dificultou a vida dos principais jogadores do Peixe. Jackson e Vitor Hugo, que não são nada de excepcionais, não deixaram Ricardo Oliveira e Gabigol jogar. Dudu e Fernando Prass saíram como maiores heróis, mas depois de Barrios, o melhor jogador em campo foi Matheus Sales, que anulou Lucas Lima. A conquista coroou um ano que seria perdido, porque o Palmeiras caiu na final do Paulistão e foi mal no Brasileirão. Além disso, o título salva o trabalho do técnico Marcelo Oliveira, que chegou a ser criticado no clube, e acaba a sina de vice da competição, duas vezes com o Coritiba e uma com o Cruzeiro. A decisão de anteontem foi tensa mas limpa, com boa arbitragem e show da torcida. Parabéns, Verdão pelo tricampeonato da Copa do Brasil, competição que já havia vencido em 1998 e 2012.

 

QUALIDADE 

O Palmeiras quer reforços de peso para a Libertadores. Precisa, mesmo, porque com o atual elenco, terá poucas chances de lutar pelo título. O Verdão jogou muito anteontem, mas não é toda a hora que tem pão quente. Se o time fosse dos melhores, não seria o 11º do Brasileirão. 

 

TÁ RUIM MAS TÁ BOM

O Santos encerra 2015 fora do G4 e vice da Copa do Brasil, mas o preju no ano podia ser pior. Afinal, havia perdido 14 jogadores, entre Edu Dracena, Leandro Damião, Arouca e Mena. Além do desmanche no elenco, enfrentou a maior crise financeira de sua história e rondou a zona de rebaixamento. Porém, mesmo com o enfraquecido e reformulado elenco, pagou dívidas, teve os artilheiros do Paulistão, Brasileirão, Copa do Brasil e chegou a duas finais na temporada.

 

LIBERTADORES

O Palmeiras volta a disputar a Libertadores. Campeão em 1999, o Alviverde não participa do torneio desde 2013, quando caiu nas oitavas de final diante do mexicano Tijuana. O Santos, por sua vez, pode se tornar o único grande paulista fora da competição continental no ano que vem, se o São Paulo confirmar o quarto lugar domingo, na última rodada do Brasileirão, que não terá G5. Os outros classificados são Corinthians, campeão nacional, Grêmio e Atlético Mineiro.

 

INCHAÇO

A Copa do Mundo de 1950 no Brasil teve 13 seleções, aumentando para 16 em 1958, na Suécia, e com 32 times em 1998, na França. E contará com 40 a partir de 2026. Para a Rússia/2018, a África terá cinco representantes, contra quatro e meio da América do Sul - quatro vagas diretas e uma disputada na repescagem. O Conesul tem sete títulos mundiais e o continente africano nenhum.

 

BOBAGEM 

Revanchismo ao invés de comemoração. Dudu (bom de bola) e Rafael Marques (meia boca) disseram que Ricardo Oliveira é mau caráter, por agitar no jogo de ida e feito uma careta ao marcar o gol no jogo de volta, para provocar Fernando Prass. É difícil boleiro levar na esportiva, na brincadeira. Catimba e provocação fazem parte da cultura do futebol desde que o mundo é mundo. 

 

MEMÓRIA

Final Amador de Bauru de 1992: Corinthians do Jardim Prudência 2 x 0 Redentor, no Estádio Municipal, gols de Ariovaldo e Romário. Árbitro: Carlos Martins Francisco. Corinthians-JP: Maurício; Amaral, Josi, Mauro e Deto (Maurão); Marquinhos, Ariovaldo e Bodinho; Guri (Osmar), Tinga (Adriano) e Romário. Técnico: Vicente Silvestre. Redentor: Quirino; Mafran, Válder, Marcelo e Silvinho; Pereirinha (Luciano), Zé Neves e Marquinhos; Fabinho, Ricardinho e Nica. Técnico: Donizete Guedes.

 

CURIOSIDADE

Na festa do título, torcida do Corintinha gritou o nome do presidente do clube. “Ei, ei, ei, Milton Bala é nosso rei”.

 

AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço vascaíno Ricardo, o Carioca, chefe do Fortaleza.

 

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