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5 de dezembro Dia Internacional do Voluntariado

Rose Lopes
| Tempo de leitura: 3 min

A sociedade civil quando se une consegue transformar lágrimas de dor em lágrimas de alegria. Ao longo do trajeto por onde estão passando os migrantes que fogem dos terroristas, milhares de braços solidários são estendidos oferecendo roupas quentinhas, água, alimentos, alojamentos, transportes e muito carinho, até chegarem ao destino. Lá na região do Vale do Rio Doce e muito distante dali, centenas de sensibilizados irmãos estão se mobilizando para arrecadar água, salvar peixes, plantas, pessoas e o rio, deixando seus compromissos diários para trás.


Sempre que ocorrem grandes catástrofes, eles chegam em bandos, daqui e dali, picados pelo sentimento de compaixão e de bondade, levando seu conhecimento, despido de vaidade, de orgulho, de mesquinhes, levando apenas a compaixão e a caridade, sem nada pedir em troca, sem patrão e sem saber exatamente o que vai encontrar pela frente, carregando apenas a coragem e a vontade de servir.


Tem amigos nos hospitais vestidos de palhaços ou de médicos da alegria, outros servem comida, cedem espaço nas suas casas para acolher pacientes em trânsito que aguardam cirurgias e tratamentos longos, longe de suas moradias, do conforto, da família.


Nas madrugadas surgem anjos sorridentes, no meio dos moradores de rua, levando comida quentinha que são entregues por mãos carinhosas nas mãos calejadas e muitas das vezes, sujas e doentes, como a única refeição do dia. Quantos amigos bondosos recolhem animais abandonados e levam em veterinários ou para suas casas. Outros juntam amigos e alimentam os animais pelas ruas, com pouco recurso, mas com muito amor.


Uns plantam árvores nas beiras de rios, outros recolhem lixos deixados nas áreas de proteção ambiental, tem quem se embrenha pela floresta levando remédios e alimentos, professores que ensinam por amor nas zonas rurais ou orientando nas reforços escolares; costureiras, artesãs, bordadeiras, cozinheiras, engenheiros, advogados, marceneiros, serralheiros, médicos, dentistas e pessoas já aposentadas cedem seu tempo apenas por amor. No mundo inteiro são encontrados braços, corações e mentes solidárias que se juntam aos profissionais para resolver problemas com muito amor e bondade.


Não é só nas horas difíceis que surgem os voluntários, nas festas sazonais das periferias e nas zonas rurais, nas escolinhas esportivas e culturais, nas coletas de alimentos das festas regionais, nas quermesses. Quantos anônimos saem vestidos de Noel distribuindo brinquedos arrecadados por centenas de voluntários, outros de coelho levando deliciosos ovos achocolatados, tudo para não deixar morrer a esperança e os sonhos dos coraçõezinhos sofridos e carentes.


O mundo está carente de amor e solidariedade, cada vez mais o ser humano está olhando para si e esquecendo que vive no meio de todos e que o planeta é para todos, mas no meio de tudo isso surgem velas acesas mostrando que ainda é possível, que pode levantar e continuar, pode acreditar em alguém, ter esperanças. Certa vez, um anjo disse: “O lírio só se destaca no meio do lodo.” É assim que são os voluntários, na hora certa eles aparecem e ajudam a resolver com muito amor e sem nada pedir.


Da autora: ‘Minhas homenagens aos voluntários da Casa da Sopa da Vila Dutra, Clínica Terapêutica Comportari, Comunidade Terapêutica Ebenéser e Ressaca Futebol Clube e para todos os anônimos que fazem a diferença no mundo.’

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