| Alex Mita |
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| Grupo de professores e pais de alunos foi até a DRE nessa terça-feira (8) de manhã |
| Malavolta Jr. |
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| Representantes das escolas Stela Machado, Ayrton Busch e Antônio Ferreira de Menezes se reuniram com a dirigente regional de ensino substituta, na última segunda-feira (7) |
Uma comissão formada por professores e pais de estudantes protocolou requerimento na Diretoria Regional de Ensino de Bauru, nessa terça-feira (8) de manhã, pedindo agilidade na resposta às condições apresentadas por alunos para deixarem as escolas ocupadas na cidade.
O grupo esperava ser recebido pela dirigente substituta Beatriz Ortiz, o que não ocorreu, pois ela só atenderia um representante de cada instituição, condição não aceita pela comissão. “Queremos uma discussão aberta”, salientou a professora Cristine Areias.
Conforme o JC noticiou, representantes das escolas Stela Machado, Ayrton Busch e Antônio Ferreira de Menezes se reuniram com a dirigente regional de ensino substituta, na última segunda-feira (7), e colocaram três condições para que essas unidades sejam desocupadas.
Eles pedem que não haja retaliação aos alunos; espaço para que os estudantes participem das decisões das escolas; e uma retratação formal da dirigente regional de ensino, Gina Sanchez, em razão de uma informação de que alunos estariam usando drogas nas escolas ocupadas.
Gina está em São Paulo e, procurada pela reportagem anteontem, negou que tenha feito acusações contra os estudantes. Ela retorna na quinta a Bauru e, por isso, deve responder o documento protocolado pelos alunos somente na sexta-feira.
A comissão que esteve nessa terça (8) na Diretoria Regional de Ensino, formada por cerca de 15 pessoas, entende que o ofício deve ser respondido com urgência, para não prejudicar o calendário de reposição de aula nas escolas.
“Viemos cobrar resposta rápida, para que tenhamos uma agilidade na solução e a volta às aulas o mais rápido possível”, explica o professor Marcos Chagas, reforçando que os alunos não deixarão as unidades até que as condições sejam atendidas.
Coerente
Chagas pontua que os professores avaliaram os pedidos dos alunos e concluíram que são exigências “coerentes” e resguardadas em leis. “Se ela (Gina) disser que não vai acatar, vai deixar de cumprir a lei e o processo de ocupação nas escolas se estenderá”, disse.
A técnica em enfermagem Isabel Uzai tem uma filha no 6.º ano do ensino fundamental da Stela Machado. Ao mesmo tempo em que está preocupada com a reposição das aulas, ela defende o direito dos estudantes. “Os alunos não vão desocupar a escola sem ter uma retaguarda”, diz.
O Jornal da Cidade tentou entrar em contato com a dirigente regional de ensino, Gina Sanchez, mas ela não atendeu aos telefonemas.

