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Escola de bairro rural de Lençóis encerra ano com poesias em sarau


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As escolas municipais de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) mantêm na grade curricular uma matéria não muito convencional, o empreendedorismo. O objetivo é um olhar para o futuro. Desenvolver  nos alunos comportamentos empreendedores que possam dar frutos e formar profissionais de sucesso, independentemente da escolha profissional de cada um. O foco é a autonomia, planejamento e liderança. As quatros escolas municipais de Ensino Fundamental II (sexto ao nono ano) desenvolvem a iniciativa e outras duas de Ensino Fundamental I em período integral (primeiro ao quinto ano) também.

A disciplina só foi possível graças a uma parceria firmada entre a prefeitura e o Sebrae, por meio do Programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos. O projeto visa estimular as características empreendedoras desde cedo nas crianças e jovens. Aspectos comportamentais como criatividade, trabalho em grupo, poder de decisão, capacidade de resolver problemas e boa comunicação podem garantir cidadãos com êxito na vida profissional e pessoal.

Durante as feiras, os estudantes expõem para a comunidade produtos de higiene, brinquedos ecológicos, utilidades para escritório, bijuterias e ervas aromáticas, que são comercializados. Na escola Philomena Briquesi Boso, no distrito de Alfredo Guedes, os alunos produziram artesanatos a serem comercializados. “Seguimos uma determinada rotina na sala de aula e o resultado foi bastante positivo.”

A aluna Bianca Escalada, do 3º ano A da Escola Maria Zélia, comentou que a aula que mais gosta é justamente a de empreendedorismo. “A gente faz brinquedos bem legais e a professora ensina a sermos um bom empreendedor no futuro”.

O empreendedorismo social não foi esquecido. Os oitavos e nonos anos participaram e concentraram seus trabalhos nas visitas da Apae e no Lar Nossa Senhora dos Desamparados. Eles levaram fraldas geriátricas, leite e óleo arrecadados por meio de campanha. Segundo a professora da escola Lina Bosi Canova, Luciane Germano Tosati, as aulas modificaram o olhar dos alunos sobre a situação. “Teve aluno que eu sentia que não queria fazer a visita, mas que depois me surpreendeu com o trabalho realizado”.

A aluna Camila Eduardo Santiago, do nono ano, contou que já voltou outras duas vezes sozinha à Apae depois da visita com a escola. E Nádia Barbosa, do nono ano, afirma que se sentiu bem com a iniciativa de distribuir leite e óleo no Lar de Amparo aos Idosos. “Acho que é bem importante ajudar o asilo; e é bom lembrar que um dia poderemos precisar dessa ajuda”.


Escola de bairro rural de Lençóis encerra ano com poesias em sarau

O bairro rural de Alfredo Guedes, no município de Lençóis Paulista, implantou no segundo semestre desse ano um projeto que incentiva a leitura, o conhecimento dos gêneros, a oralidade e o trabalho em grupo. Para encerrar o ano letivo, a EMEF Philomena Briquesi Boso promoverá um sarau para toda a comunidade envolvendo toda a escola, da Educação Infantil ao Ensino Fundamental.

Os alunos não alfabetizados vão cantar poesias enquanto a professora ficará no teclado acompanhando a ‘cantoria’. Os alunos alfabetizados vão declamar as poesias. Cada professor trabalhou a biografia dos autores escolhidos, explica a diretora, Rita de Cássia Gasparoti Momo de Lima. “A professora do 3º ano começou um autor específico,  Cecília Meireles, e passou para Vinícius de Morais. As demais classes trabalharam com autores variados.”

Para que as crianças estudem e gravem, os professores oferecem a biografia do autor e, num momento posterior, os alunos desenham, ilustram e interpretam a leitura daquela obra. A professora de língua portuguesa trabalha várias coisas. “No sarau, cada classe vai declamar de duas a três poesias.”

O projeto, na opinião da diretora, tem diversos objetivos. “Esse projeto visa, dentre todos os objetivos, o gosto pela leitura, pelos gêneros, desenvolver a leitura, a apresentação em grupo e a oralidade. “Introduzimos esse projeto no 2º semestre desse ano, o sarau vai ser o fechamento. Ano que vem continua. Os alunos do 1º ao 8º  têm um caderno onde eles gravam  as poesias.”

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