Regional

Corpo carbonizado de mulher é encontrado em carro incendiado

Ana Borges e Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

 
Rosimeire escreveu carta antes de ser encontrada em carro

O corpo de Rosimeire Antônio, 56 anos, foi encontrado com carbonizado no interior de um veículo incendiado em uma estrada de terra localizada no Jardim Tropical, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), nessa segunda-feira (21) de madrugada.

A Polícia Civil investiga o caso levando em consideração o conteúdo de uma carta escrita pela vítima e um e-mail enviado por ela ao namorado. O carro, um Fiat Uno, pertencia à Rosimeire. Ele foi encontrado por moradores do bairro, por volta das 2h30.

Barulhos de explosão teriam chamado a atenção dos vizinhos, que, ao verem o automóvel incendiado, acionaram o Corpo de Bombeiros. Quando a equipe controlava o fogo, percebeu que havia um corpo no banco do motorista, que já havia sido completamente consumido pelas chamas. “Não encontramos nenhum vestígio do que posa ter provocado o incêndio”, afirma o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu, Celso Olindo.

Segundo a legista que examinou o corpo, também não havia sinais de violência provocados por disparo de arma de fogo ou por objeto cortante. O fogo foi tão intenso que derreteu até a lataria do carro, descreve o delegado titular da DIG de Botucatu, Celso Olindo.

Morte a esclarecer

Após investigações preliminares, a polícia suspeitou que a vítima seria Rosimeire Antônio, que morava sozinha em uma quitinete na região central da cidade, onde ela havia deixado o celular.

“Encontramos uma carta na casa. Ela mandou, também, e-mail para o namorado, em Piracicaba, com o mesmo conteúdo. Estamos investigando”, acrescenta o delegado Celso Olindo. Ainda de acordo com  o delegado, Rosimeire Antônio teria contraído dívidas com jogos. O delegado evitou fazer suposições para o que tenha acontecido.

“Há várias linhas de investigação, mas iremos aguardar o exame necroscópico, bem como análise da arcada dentária e resultado do DNA, que vão nos auxiliar no processo investigatório”, finaliza o delegado Celso Olindo, da DIG de Botucatu.

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