Em primeiro lugar, pedimos licença para postar aqui neste meio de comunicação o pensamento divergente de um pequeno grupo (não toda classe com mais de 300 professores). Uma proposta que foi apresentada ao Legislativo não foi discutida entre todos os docentes; acreditamos que a primeira ação deveria ser colocada em assembleia para verificar a unicidade de pensamento da classe.
1º- Essa menção é feita mediante reportagem publicada no dia 21/12 neste mesmo jornal, intitulada “Grupo de professores propõe mudanças na educação básica”. Onde uma parte mínima dos educadores da rede municipal redigiu um documento que pede alterações de jornada de trabalho e interferência nas aulas regidas pelos especialistas (arte, educação física e inglês). A proposta dirigida ao Legislativo é desconhecida pela maioria da categoria e aqueles que tiveram acesso a conceberam como inviável. Tal pedido teve respaldo político, mas existe a necessidade de discutir pontos propostos a fim de atender a todos e não apenas uma minoria.
2º- O professor titular da sala não fica à toa recebendo duplamente enquanto o outro especialista está com sua turma, pelo contrário: enquanto o aluno está em aula com outro profissional, o professor da sala está trabalhando em prol dos discentes e não na sala de professores “batendo papo”, “passeando pela escola”. Neste momento está sendo realizado um trabalho pedagógico para atender a tantas diferenças e desafios enfrentados perante a realidade que o cerca; está em planejamento direto a alunos específicos. Esse grupo que se “autointitula” como defensor da classe consegue contemplar todos os desafios com apenas 25 horas semanais? (20h em sala; 3 horas para planejamento em casa e 2 horas em planejamento coletivo/estudo - ATP). Esse grupo tem como contraproposta, além das 3 horas, realizar no mínimo mais 5 horas por semana para atender aos desafios (classe heterogênea requer atividades diferenciadas). Será por isso que nós alavancamos a aprendizagem de tantos alunos? Nós priorizamos o trabalho de qualidade para a classe a que atendemos: uma sociedade letrada, consciente e reflexiva, contudo não desperdiçamos tempo, trabalhamos com o tempo disponível.
3º- Nós não conseguimos realizar as atividades (5 horas de trabalho em casa) em apenas 50 minutos. Nosso trabalho se realiza em uma hora aula atividade, nós vemos o aluno num todo e não dicotomizado em horas/aula! Pensamos que seja esse o objetivo do ATP nível B, oferecer subsídios para que os professores produzam maior qualidade com estratégias e instrumentos ao trabalho, em prol do aluno. 4º- Não entendemos a “pressa” deste pequeno grupo de professores em manifestar uma proposta/sugestão na imprensa, desconhecida por praticamente toda a categoria, ou seja, estas propostas deverão ser discutidas em suas unidades escolares.
5º- O nível de ATP em acesso, em período contrário, deve vir para aprimorar tudo que se pensa em educação de qualidade; não desejamos um “faz de conta”.
6º- Proventos existem na pasta; compromisso em trabalhar é o nosso desejo, qualidade na ação pedagógica e remuneração pelo que trabalho que executamos também é nosso anseio. Entretanto, é necessário esclarecer a função exata do professor: sempre em exercício, nunca ocioso com rendimentos alheios. Agradecemos e salientamos que estamos refletindo para consenso em favor de toda a classe e da qualidade da nossa missão, se a maioria concorda com o grupo manifestante da proposta, cabe acatarmos, mesmo com pensamento diferente e continuarmos em trabalho extra em casa sem remuneração; continuaremos em benefício dos alunos em favor de uma sociedade próspera.