| Quioshi Goto |
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| São Brás é considerado pelos católicos o protetor da garganta |
Fiéis de Bauru prestigiaram nessa quarta-feira (3) São Brás, considerado o protetor da garganta. Principalmente os que testemunham a obtenção de graças mantiveram a peregrinação à paróquia, no Núcleo Gasparini, no dia do santo, comemorado nessa quarta. Como em anos anteriores, a missa noturna após a carreata foi muito procurada.
Mas as festividades decorrentes da data começaram bem antes. Com diversas atrações, a 27ª Festa de São Brás teve início no último sábado e se estenderá até o próximo domingo. Durante todo o período, cerca de cinco mil devotos estiveram na paróquia, segundo as estimativas do padre Edson Codato.
Entre eles, a pensionista Judite Neres de Oliveira, 80 anos, que mora no Jardim Flórida. “Recebi muitas graças. Quando tinha o filho pequeno e ele afogava, eu gritava para São Brás. Ele ficava bom. Isso vem da minha mãe”, conta.
Ela, porém, não terá como participar da tradicional quermesse programada para o próximo final de semana. Na oportunidade, haverá show de prêmios a partir das 19h30h, no sábado. No domingo, o almoço vai das 12h às 14h. De acordo com o pároco, as festividades são realizadas com o intuito de nutrir a fé dos fiéis e levar aos que não conhecem os milagres realizados pelo santo padroeiro das gargantas.
Serviço
A Paróquia de São Brás fi ca na rua dos Radialistas, 1-05, no Gasparini. Telefone: (14) 3239-3127.
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Você sabia?
São Brás ficou conhecido na região da Capadócia por ser um médico de grande capacidade, no final do século III. Após uma crise pessoal decidiu se tornar eremita, vivendo em uma gruta no Monte Argeu. Sua fama de bom homem se espalhou, pois todos que o procuravam recebiam sua ajuda.Após a morte do bispo local, a população decidiu ir ao seu encontro e pedir que ele se tornasse padre e responsável pelo povo daquela região, para que os guiasse com as palavras de Deus.
Brás decidiu deixar sua vida isolada e voltar ao convívio de todos para estudar, se ordenar padre e depois bispo. Porém, a Igreja Católica era muito perseguida naquela época e Brás foi preso. Mesmo assim, seus fiéis continuavam o seguindo, visitando-o na prisão e pedindo por milagres. Um dia, uma mãe chegou desesperada pedindo o auxílio do bispo para que ele a ajudasse com seu filho.
A criança, que estava com um espinho cravado em sua garganta à beira da morte, foi socorrida por Brás, no que foi considerado o primeiro milagre do santo. Por conta desse milagre, ele ficou conhecido como o padroeiro das doenças de garganta, data celebrada no dia 3 de fevereiro.
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