| Quioshi Goto/JC Imagens Éder Azevedo/JC Imagens |
| Lima Verde diz que furtos na zona rural cresceram e, à direita, Kitazume afirma que não há deficiência no serviço |
O Sindicato Rural de Bauru e Região vem recebendo reclamações frequentes de furtos na região rural da cidade. Presidente da associação, Maurício Lima Verde atribui o aumento de ocorrências à deficiência do patrulhamento rural realizado pela PM. A corporação, entretanto, alega não ter sido procurada para discutir a questão e nega falha no serviço.
Lima Verde explica que sindicato e PM uniram forças, há cerca de 10 anos, para inibir furtos de gado registrados sucessivamente em propriedades rurais de Bauru, na época. Por isso, foi criado o patrulhamento rural, que destinou uma caminhonete, adaptada com GPS, para percorrer, dia sim, dia não, os 369 quilômetros de extensão rural do município.
“A deficiência no serviço já começa pela falta de estrutura, pois o veículo adaptado quebrou recentemente e foi substituído por um carro (viatura) de passeio. Além disso, de outubro do ano passado para cá, um trabalho que já foi muito bem feito um dia, está caindo no esquecimento”, critica Lima, referindo-se ao “serviço precário de ronda”.
O presidente do sindicato reitera que tem recebido várias queixas de furtos praticados em propriedades rurais. “Os produtores reclamam que a patrulha não passa e, por isso, estão sendo vítimas de furtos de insumos, gado, suínos”, enumera Lima Verde, que prometeu levar a situação ao conhecimento do Comando Geral da PM no Estado.
‘Serviço não caiu’
| João Rosan |
![]() |
| Vicinal Santa Isabel (Bauru-Arealva) é percorrida no patrulhamento |
Comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM/I), tenente-coronel Flávio Jun Kitazume alega não ter sido procurado pelo Sindicato Rural para debater a questão do patrulhamento nas áreas rurais de Bauru. “A frequência do serviço não caiu. A área rural é bem mais vulnerável a furtos, isso é fato. Mas aí dizer que tem falta de policiamento, não é verdade. O esquema continua o mesmo, dia sim, dia não”.
O comandante explica que o policiamento preventivo é feito baseado em uma rotina que estabelece alguns pontos denominados de áreas de interesse de segurança pública.
“Não fazemos patrulhamento de maneira aleatória, mas determinamos policiamento onde está o problema, com base no horário em que costuma acontecer, ‘modus operandi’, além de manter contato com moradores, não necessariamente com o proprietário”, acrescenta.
Kitazume alega que a viatura utilizada não interfere no patrulhamento. “A caminhonete está em manutenção, mas utilizamos as viaturas disponíveis. Isso não influencia no trabalho. O que atrapalha, nesta época do ano, são as condições das estradas de terra”.
