Política

Servidores municipais aprovam greve para o próximo dia 16 março

Tisa Moraes e Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
Assembleia geral realizada nessa quinta-feira (10) à noite na sede do Sinserm aprovou a paralisação da categoria

Em assembleia geral realizada nessa quinta-feira (10) à noite, os servidores municipais aprovaram a deflagração da greve da categoria, com início previsto para a próxima quarta-feira (16) de março. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm), os trabalhadores consideraram “humilhante” a proposta de reajuste salarial de 2,5% apresentada por Rodrigo Agostinho para a data-base deste ano, apesar da inflação acumulada em mais de 10% nos últimos 12 meses.

O governo havia oferecido, ainda, ampliar o vale-compras de R$ 310,00 para R$ 330,00 e manter em R$ 300,00 o valor do abono que substitui o vale-refeição pago a parte dos funcionários. Na ocasião, em nota, a administração reconheceu que a proposta não é a ideal, mas apontou que é a única viável diante dos resultados das receitas apuradas nos primeiros dois meses de 2016.

Até agora, o município arrecadou R$ 121,8 milhões, apenas 3,3% a mais do que o obtido no ano passado. Além disso, a administração municipal já gasta 51,26% da sua Receita Corrente Líquida com folha de pagamento, sendo que a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece o limite de 51,30%.

Reivindicação

A pauta inicial apresentada pelo sindicato pede a recuperação salarial de 18,47% referente às datas-bases de 2015 e 2016, além da gradativa recuperação de perdas de anos anteriores, dividindo o acumulado de 40% entre os meses até o final do ano. Ainda nas cláusulas econômicas, a entidade pede aumento do vale-compra de R$ 310,00 para R$ 450,00 e do abono que substituiu o vale-refeição de R$ 300,00 para R$ 350,00, estendendo o benefício a todos os trabalhadores.

De acordo com o Sinserm, até o início da greve, todos os trâmites para que o movimento ocorra dentro da legalidade serão obedecidos. Na terça-feira, a partir das 18h, na sede do sindicato, nova assembleia será realizada para discussão dos rumos da greve e organização da categoria para os dias de manifestação.

‘Se eu der o que eles querem, saio da prefeitura preso’, diz Agostinho

Rodrigo Agostinho lamentou a decisão e disse, inclusive, que vai recorrer à Justiça. “Iremos entrar com medida judicial para garantir o mínimo dos serviços necessários”. O prefeito afirmou que está aberto a negociar, porém, reitera que é impossível atender o pedido de reajuste. “Se eu der o que eles querem, saio da prefeitura preso. Esperamos que o sindicato volte a negociar com a gente”. Ele considerou a assembleia “mal representada”. “Estamos conversando com a maioria dos servidores e eles estão entendendo o momento. Acho que [a greve] terá baixa adesão”, finalizou.

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