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Mulher de 42 anos morre e família afirma que ela estava com dengue

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Uma mulher de 42 anos morreu no Hospital Estadual de Bauru na noite de sexta-feira, três dias após ter sido diagnosticada com dengue, de acordo com familiares. Sílvia Letícia dos Santos Bertolucci morava na Vila Giunta e, por razões profissionais, viajava frequentemente para outras regiões do País. A paciente também teria sido diagnosticada com pneumonia no dia de seu óbito. Até o fechamento da edição, nenhuma informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde.

Filha de Sílvia, Talissa Ismaira dos Santos Bertolucci, 19 anos, conta que, no sábado passado, dia 5, a mãe teve febre. Ainda assim, viajou a trabalho para o Estado de Santa Catarina.

De volta a Bauru, na segunda-feira, o mal-estar persistia e a mulher procurou socorro no UPA Ipiranga, onde a hipótese de dengue foi levantada e o exame sorológico, solicitado. Para amenizar os sintomas, a mulher foi orientada a se medicar com dipirona.

Márcio Aparecido Bertolucci, marido de Sílvia, afirma que, no dia seguinte, resultados confirmaram o diagnóstico da doença, transmitida pelo Aedes aegypti. Na quinta-feira, contudo, relatando dificuldades para respirar, ela voltou à UPA Ipiranga, onde ficou em observação.

TRANSFERÊNCIAS
De acordo com os familiares, na sexta, ela foi submetido a um raio-X, que teria apontado o quadro de pneumonia. No início da noite, a paciente foi transferida ao Pronto-Socorro Central (PSC), onde ficou por cerca de uma hora até ser levada ao Hospital Estadual. “Neste momento, ela já estava muito mal”, contou um dos parentes.

Sílvia teria ido a óbito menos de 30 minutos após ter chegado à unidade. Seu corpo foi velado na Funerária São Vicente e sepultado na tarde de ontem, no Cemitério da Saudade. Ela deixa as filhas Talissa, 19, e Tábata Catarina, de 15 anos.

OUTRA SUSPEITA
Secretário municipal de Saúde, Fernando Monti  afirma que o caso será averiguada e, diante da evolução clínica de Sílvia Letícia descrita pela reportagem, pontua que há que se considerar a possibilidade de a gripe H1N1 ter provocado a morte da mulher.

“A doença está presente no Brasil e no Estado de São Paulo. Vamos verificar se a equipe aventou essa possibilidade, pois a dengue não costuma atingir as vias respiratórias”, afirma o médico.

Sobre o exame positivo para dengue, ele observa que a sorologia, menos de seis dias após o início das doenças, pode atestar infecções anteriores.

A Famesp, responsável pela gestão do Hospital Estadual, foi acionada pelo JC, mas informou que não pode prestar qualquer tipo de informação sem a autorização expressa da família de Sílvia Letícia.


Aedes em Bauru

Só em 2016, Bauru registrou 335 casos de dengue, sendo 314 autóctones e 21 importados. Neste ano, não houve óbitos confirmados. No ano passado, contudo, foram seis mortes diante do total de 8.522 casos da doença. O Aedes aegypti também é responsável pela transmissão do zika vírus (com um caso autóctone confirmado na cidade) e da febre chikungunya (sem registros locais).

 

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