| Quioshi Goto |
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| Para Marcos Kwiek, time vai recomeçar praticamente “do zero” na próxima temporada |
O elenco do Concilig/Bauru passa por profunda reformulação para a próxima temporada e o objetivo da comissão técnica com a decisão é ter time equilibrado e elenco enxuto, mas qualificado. Após a análise do desempenho da equipe na Superliga, o técnico Marcos Kwiek tem o planejamento da próxima temporada já detalhadamente traçado. O treinador está com a seleção da República Dominicana em preparação para a disputa do Pré-olímpico, que ocorre em maio, mas mantém contato diário com sua comissão técnica e diretoria do Concilig para acompanhar o andamento dos planos.
Kwiek, que assumiu o Concilig durante a temporada passada, afirma que o trabalho busca evitar que os erros que custaram a classificação aos playoffs da Superliga ocorram novamente. “Fizemos um balanço e nossa ideia foi praticamente começar do zero. Na temporada passada tivemos uma equipe que acabou sendo cara, mas sem muita qualidade. Nossa ideia é montar um elenco enxuto, com menos jogadoras, priorizar a qualidade e equilibrar o time”, aponta.
Sem citar nomes de prováveis reforços, o treinador revela as principais carências que detectou no elenco. “Precisamos melhorar nossas centrais. Tivemos muitas dificuldades na posição, por contusão e muitas coisas também. Precisamos também de ponteiras, que são jogadores importantes hoje no contexto do voleibol”, define. “Na verdade, estamos querendo dar um equilíbrio grande para a equipe e buscando jogadoras de todas as posições”, acrescenta.
O técnico passou uma lista de prioridades para a diretoria, mas a equipe bauruense aguarda o melhor momento para fechar as contratações. O time negocia também renovação com jogadoras que já estavam em Bauru. “Dentro das prioridades, algumas jogadoras do elenco atual nos interessam, mas é preciso se adequarem à realidade. Acabou a Superliga no domingo e o mercado ainda está superinflacionado e não podemos fazer loucura. Estamos aguardando o mercado se movimentar, as jogadoras esperam os grandes clubes e por isso não dão resposta para ninguém. Por isso, ficamos na expectativa dos grandes decidirem suas compras para vermos quem poderemos contratar”, observa Kwiek.
A líbero dominicana Brenda Castilho continua nos planos. “É uma jogadora que indiquei e gostaria muito de trabalhar com ela. O único problema é que estamos falando de jogadora internacional e o dólar no Brasil todos sabem como está. É uma situação que não depende só da nossa vontade. Existe interesse e já se iniciou uma conversa, mas tudo depende de negociação”, explica Kwiek. A ponteira cubana Yoana Palácios, que se recupera de cirurgia em Bauru, se encontra na mesma situação. Tecnicamente incontestável, o entrave para acerto é o acordo financeiro.
Base
Kwiek destaca ainda que o Concilig segue estruturando seu projeto de categorias e base, previsto para começar no ano que vem. “É uma prioridade nossa. Vamos ter 2016 para resolver tudo em relação a moradia, escola e alimentação, deixar tudo redondinho. Em janeiro de 2017 estaremos com nossa categoria de base em atividade”, projeta.
