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Eleições já para todos os níveis

Carlos Pinto
| Tempo de leitura: 2 min

O não impedimento da nossa presidente e de seu vice somente fará crescer esta crise política, econômica, social e ética. A nação brasileira não suporta mais tantos desmandos e a desfaçatez daqueles que foram apanhados com as mãos nos cofres das empresas públicas do país. Impedir a presidente e deixar seu vice assumir só concorrerá para a continuidade desse desgoverno que vivenciamos.


Mas as medidas para que a nação volte a crescer e cesse o desemprego e o fechamento de indústrias e casas comerciais não ficam restritas apenas ao comando do governo federal. Entendo que devem ser processadas eleições também para o Congresso Nacional, onde vários de seus membros estão atolados nesse lamaçal da corrupção e da impunidade que reina no Brasil.


É urgente também a realização de reformas em várias áreas da administração, e ainda no próprio Judiciário. Essa rotina de os mandatários indicarem os juízes do STF, ou do STJ, e de outras instâncias desse poder merecem a realização de concurso público para ocupação de tais cargos, evitando-se com isso o apadrinhamento deste ou daquele amigo ou correligionário. Não apenas no plano federal, mas também em todos os estados da União.


Ao se realizarem eleições gerais, devem ser impedidos de concorrer todos os políticos cujos nomes estejam sendo investigados nas várias operações de investigação que ocorrem hoje no país. Tanto faz que seja da Lava Jato quanto da Merenda Escolar ou dos trens do metrô. O Brasil precisa de uma limpeza geral em seus partidos e em sua classe política, sem o que dificilmente vamos conseguir extirpar ou diminuir o câncer da corrupção.


E a Justiça precisa ter mais agilidade e convocar esses boquirrotos que promovem invasões de terras apenas para destruir plantações ou viveiros de plantas, além de matar os animais dos locais que invadem. Essa canalha que ameaça transformar o país num campo de batalha ou em um rio de sangue, que colabora nas várias fraudes apuradas quanto a distribuição de terras para uma pífia reforma agrária, precisa ser devidamente processada e condenada.


Quanto ao boquirroto mor, responsável direto por todas as mazelas que ocorrem no país, precisa sentar no banco dos réus do juiz Sergio Moro, e explicar o porquê de estar envolvido em várias delações relacionadas com o mensalão e o petrolão.

      

Quem não deve não teme, e o fato de estar se esquivando de prestar os esclarecimentos necessários sobre as denúncias que pairam sobre um sítio e um tríplex, além de contas bancárias no exterior, lança uma dúvida cruel em todos nós sobre sua idoneidade moral. O Brasil, para se pacificar, precisa urgentemente de eleições gerais para ontem.


O autor é jornalista

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