Hoje, ocorrerá o 1.º Encontro dos Atiradores do Tiro de Guerra (TG) de Bauru da turma de 1986. O evento, que é restrito ao grupo e ocorre na Chácara do Jason e Pereira, terá caráter solidário e cada participante doará 1 quilo de alimento não perecível ou material de limpeza para a Comunidade Terapêutica Vida e Paz.
A ideia da reunião surgiu em um grupo virtual, que, hoje, possui cerca de 150 atiradores, com o intuito de comemorar os 30 anos da turma. O secretário municipal de Cultura, Elson Reis, um dos integrantes, relata que a maioria dos antigos atiradores continua em Bauru, mas que muitos virão de outras cidades para o encontro, como Ribeirão Preto, Lins, Praia Grande e Itapeva. “Com o grupo, começamos a relembrar momentos da época do Tiro de Guerra e a vontade de se reunir cresceu”, conta.
Fernando Orestes, um dos donos da chácara Jason e Pereira, também serviu na turma de 86 e estima que cerca de 70 pessoas comparecerão ao reencontro.
A doação de alimentos e materiais de limpeza para a Comunidade Terapêutica Vida e Paz será apenas a primeira ação solidária do grupo, sendo que a próxima será uma campanha de doação de sangue em parceria com o Hemonúcleo de Bauru. A data desta segunda atividade será marcada durante o encontro do sábado.
‘30 anos é uma vida’
A Comunidade Terapêutica Vida e Paz existe há 16 anos e foi criada por Francisco Molina, também da turma de atiradores de 1986. Após perder amigos próximos por conta de vício em drogas e bebidas, Molina decidiu fundar a entidade sem fins lucrativos para atender a população. A clínica atende pacientes masculinos acima dos 18 anos.
Molina, que é presidente da entidade até hoje, ressalta o sentimento de saudosismo entre os participantes do TG e relembra as amizades da época. “O Tiro de Guerra é muito marcante porque é um divisor de águas, tanto pela jovem idade quanto pela responsabilidade que temos que ter”, relata. Sobre o reencontro hoje, Molina tem muitas expectativas em reencontrar os colegas, mas brinca que tem medo de não reconhecer todo mundo, já que não se veem há tanto tempo. “30 anos é uma vida”, completa.