Cultura

Luz sobre a ufologia em livro cheio de suspense

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 3 min

João Rosan/JC Imagem
Vinícius dos Reis Janson já tem distribuição da obra na Europa

Quando luzes de origem desconhecida aparecem no céu de uma pequena cidade, os caminhos de uma garotinha, um ufólogo, um grupo de investigações do governo e uma seita religiosa se cruzam, desafiando crenças e conhecimentos.

Em resumo, esse é o enredo de “Luzes em Thaupeeka”, primeiro livro de V.R. Janson, pela Chiado, editora portuguesa. O lançamento acontece nesta segunda-feira, dia 18 de abril, às 19h, na Jalovi do Altos da Cidade.

Natural de Bauru, Vinícius dos Reis Janson é cirurgião dentista e há 12 anos vive na região de Salvador (BA).

O gosto por literatura e ufologia resultaram nesta obra de ficção científica que tem pitadas de humor, uma boa dose de suspense e uma trama intrigante, capaz de levar o leitor a “flutuar” suavemente por suas 584 páginas.

“A leitura é fácil e dinâmica. Não tem nada que um leigo não possa ler tranquilamente, mas quem está habituado ao assunto vai reconhecer algumas informações”, pondera.

E o autor, o que pensa sobre vida extraterrestre? “Nunca tive nenhuma experiência,  Mas acho que tudo é muito grande pra não ter mais ninguém. Tanto deve existir vida inteligente que nenhum ET quis papo com a gente”, brinca. Veja entrevista.

JC – Qual foi sua motivação para esse livro?
V.R. Janson –
“Eu gosto do assunto e queria ler um livro como esse, que além da ufologia tem um pouco de suspense e ação policial. Há livros mais científicos e aqueles que falam o tempo inteiro de homenzinhos verdes, vindos de outro planeta, para invadir ou ajudar. A história traz a visão dos fanáticos aos totalmente descrentes, incluindo um ufólogo”.

JC – E como surgiu a escrita na vida do dentista?
V.R.J. –
“Sempre tive facilidade para escrever. Quando mudei para Salvador, fui para a pensão Alameda, que só tinha ‘figuras’. Fiz amizade com o pessoal e criei um jornalzinho, o ‘Pasquim Alameda’, brincando com tudo. Um dia vi o artigo de uma escritora em que ela ensinava exercícios para estimular a escrita e resolvi tentar, por hobby. Fui aumentando o tamanho dos texto até que pensei: vou escrever um livro. Dei sorte porque mandei para duas editoras e essa se interessou”.

JC – Como se deu o processo criativo e as suas referências?
V.R.J. –
“No total, levei quatro meses para finalizar esse livro. Foi bem tranquilo: dava o insight, sentava e escrevia. Às vezes passava o dia inteiro pensando e fazia alguma anotação, um lembrete. Juntei um pouco de tudo e me inspirei em autores como J. J. Benítez, Carlos Castañeda, Stephen King, Dan Brown...”.

JC – É um livro de 584 páginas: isso assusta?
V.R.J. –
“Há pessoas que não gostam de ler. Um cunhado viu o tamanho do livro e disse: ‘Vou esperar sair em filme!’. Já tem gente que gosta e não se importa com o tamanho do livro. Quem já leu está no meu círculo de amizade ou são parentes e disseram que gostaram muito, que não queriam parar de ler e foi rápido, mas nunca vou saber se é verdade! Brincadeiras à parte, tive um retorno positivo de editores e escritores, fiquei feliz e tenho um novo projeto em andamento, outra ficção que não tem nada a ver com esse livro”.

  • Serviço

“Luzes em Thaupeeka” será lançado nesta segunda, 18/04, às 19h, na livraria Jalovi, na rua Antônio Alves, 22-75, Altos da Cidade. Para saber mais acesse www.chiadoeditora.com

 

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