Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 3 min

PARA EVITAR PESADELO

O São Paulo tenta salvar o primeiro semestre diante do perigoso The Strongest, pela última rodada da primeira fase da Libertadores. Após o fiasco de domingo passado, quando foi goleado pelo modesto Audax e eliminado do Campeonato Paulista, o Tricolor joga hoje no Estádio Hernando Siles sem direito a erro. Para avançar às oitavas de final e evitar um pesadelo, o time dirigido pelo técnico Edgardo Bauza – cujo cargo está em jogo – precisa pelo menos empatar. O São Paulo tem oito pontos, mesma soma do River Plate, líder do Grupo 1, que só precisa do empate contra o lanterna Trujillanos em Buenos Aires. Como os bolivianos estão com sete pontos, avançam, portanto, se ganharem dos brasileiros. Além da necessidade extrema de não perder, o São Paulo encara os 3.700 metros de La Paz, mas acho que se classifica. E pode encarar o Corinthians nas oitavas dependendo de uma combinação de resultados. Cesar Farias, ex-seleção venezuelana, é o novo técnico do The Strongest, substituindo Mauricio Soria. A partida começa às 21h45 de Brasília com transmissão do canal Fox Sports.

ALTITUDE

Para minimizar os efeitos da altura de La Paz, o São Paulo chegou à capital boliviana poucas horas antes do jogo de hoje. Mas isso pode ser um tiro no pé, porque sempre ouvi dizer que é melhor chegar pelo menos quatro dias antes para se adaptar à altitude.


PÊNALTI

Muitos acham que decisão por pênaltis precisa acabar, porque judia muito do torcedor. Já vi gente largar a TV e dar a volta no quarteirão para não ver as cobranças. Estou lembrado do torcedor que morreu de infarto quando via Brasil x Holanda (ler memória). O pênalti é pura emoção para definir jogo, mas é injusto para o melhor time. O adversário faz cera, catimba, retranca, leva a definição para a penalidade e acaba se classificando ou sendo campeão.


ARRASO

Depois de três derrotas seguidas, o Barcelona arrasou o La Coruña na Galícia por 8 a 0, espantou a crise e continua na liderança do Campeonato Espanhol, com 79 pontos, três a mais que o vice-líder Real Madrid, faltando quatro rodadas para o término da temporada 2015-2016. Nos oito gols do Barça, Suárez marcou quatro gols e deu três assistências. Neymar fez o dele.


MUDANÇAS

As séries A1 e A2 terão mudanças em 2017, mas vão continuar com 20 times, porque com 16 só a partir de 2018. Na Terceirona o sofrimento vai continuar, com o acesso de dois clubes e o rebaixamento de seis, já que terá 16 participantes apenas a partir de 2019.


FREGUESIA

Fase braba de Thomaz Bellucci. A derrota para Alexander Zverev (51º do ranking), pelo Torneio de Barcelona, foi a sétima consecutiva. O tenista número um do Brasil e 35 do mundo virou freguês de Zverev, já que perdeu os dois duelos anteriores para o alemão.


MEMÓRIA

Copa do Mundo França/1998: Brasil 1 x 1 Holanda, em Marseille. Ronaldo abriu o placar e Kluivert empatou. Nos pênaltis, 4 a 2 para o Brasil. Árbitro: Muhammad Bujsain. Público: 54 mil. Brasil: Taffarel; Zé Carlos, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio, Dunga, Leonardo (Emerson) e Rivaldo; Bebeto (Denílson) e Ronaldo. Técnico: Zagallo. Holanda: Van der Sar; Reiziger (Winter), Stam, Frank de Boer e Cocu; Jonk (Seeddorf), Ronald de Boer, Davids e Zenden (Hooijdonk); Bergkamp e Kluivert. Técnico: Guus Hiddink.


CURIOSIDADE

Contratado junto à Matonense, Zé Carlos foi campeão paulista de 1998 pelo São Paulo, quando fez sua estreia no Tricolor. Em maio foi convocado pela Seleção e substituiu Cafu contra a Holanda. O lateral ajudou o Noroeste conquistar o acesso à elite em 2005.


AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço Antonio Tidei de Lima, amigo de fé de longa data.

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