| Aceituno Jr. |
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| Gabriel Woelke fala do projeto e do que ouviu a respeito: “Mesmo quem não conhece as pessoas nas fotos disse que se sentiu tocado” |
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| Isabella Pedroso Domingues com Davi Domingues Bortoluci |
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| Natalia, Leila e Ana Sofia Lordelo: três gerações de pessoas queridas para o fotógrafo |
“19 horas de trabalho ininterrupto; 17 locais visitados; 40 pessoas, 1 cachorro e 1 gato fazendo parte do projeto; 1 câmera, 1 lente e apenas 1 bateria; 10 minutos de conversa, 5 minutos fotografando; 100% de ganho de potência de vida”. Assim o fotógrafo Gabriel Woelke descreve o trabalho que realizou no domingo (8), intitulado “Dia das Mães”.
A ideia: sair da rotina fotográfica e fazer fotos especiais de mães e seus filhos. De sábado para domingo ele contatou amigas, parentes, a babá de sua infância, enfim, mulheres próximas.
Elas foram indicando mais pessoas e em cada casa, a alegria de encontrar famílias e mães comemorando a data dedicada a elas. Para escolher 80 imagens entre centenas de fotos, Gabriel não dormiu e nessa segunda-feira (9) mesmo criou o álbum “Dia das Mães” na sua página no Facebook.
A repercussão foi surpreendente. “Era como se eu estivesse presenteando as mães, mas quem ganhou o presente fui eu. Escutei muitas histórias legais e as mensagens que recebi comentando o resultado me emocionaram muito”.
Conversa e clique
Natural de Bauru, Gabriel tem 28 anos e há dois trabalha profissionalmente com fotografia, clicando casamentos, ensaios e eventos em geral. Para dar conta de visitar tantas casas, além de tomar café em quase todas, Gabriel se programou para ficar no máximo 20 minutos em cada local. “Claro que em alguns fiquei mais, porém eu me policiei para não me perder em ideias. A primeira cena que vinha à mente eu registrava”, comentou.
Além do olhar, da técnica e do equipamento, o diferencial está na direção dos personagens registrados. “Digo onde ela deve ficar, mas é raro eu pedir para a pessoa ficar parada. Do movimento e da conversa surge o riso verdadeiro, o momento espontâneo”.
A experiência em dirigir pessoas veio de outra arte. Gabriel dança há 23 anos, é coreógrafo e se especializou em street dance. “A dança me deu noção de espaço e interação com as pessoas”.
Cada foto do painel fotográfico que criou em sua rede social recebeu uma legenda. Algumas como o comentário da pessoa na imagem, outras com um pouco da história por trás da cena. “Uma foto está conectada a outra, mas funciona tanto isolada quanto dentro de um contexto”. É preciso clicar em todas as imagens para entender o projeto e as histórias. E é, realmente, muito interessante.
Para acessar o projeto procure pela página do fotógrafo Gabriel Woelke e https://www.facebook.com.


