| Fotos: Aceituno Jr. |
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| Adriana esteve recentemente no Alameda com o show apresentado pelo Sesc Tributo a Cássia Eller |
A plateia levanta quando ela entra no palco e solta o vozeirão, seja em apresentações de bares ou em shows maiores. Com o atual projeto intitulado Tributo a Cássia Eller, apresentado pelo Sesc recentemente no Alameda, em Bauru, Adriana Cavallari dá o tom da Entrevista da Semana deste domingo (22). Musicista (hoje com pegada forte no violão), ela é uma cantora de voz marcante e trajetória intensa. Adriana vem fazendo shows dentro e fora de Bauru e garante que a música é uma das essências da sua vida.
Além da voz, a versatilidade musical é outra marca registrada da cantora. “É que eu canto de tudo no palco. E gosto que a plateia peça. Não tenho nenhum tipo de preconceito musical. Ouço de tudo e tiro de tudo. Não que eu saiba tudo, mas eu tento saber e aprender o que o mercado lança, porque as pessoas podem pedir nos shows e eu gosto de atender aos pedidos. O que eu escuto? O que eu tenho que tocar amanhã.”
Jornal da Cidade – Sua voz é sua marca registrada. Sempre foi assim?
Adriana Cavallari – Na verdade, a minha voz mudou muito ao longo da minha carreira. Eu fui amadurecendo a minha voz e o meu jeito de cantar. Tenho um CD que foi lançado em 2013 onde o meu jeito de cantar se mostra diferente. Acho que quanto mais eu canto, mais encorpada fica minha voz. Mas eu não tenho nenhuma rotina de cuidados, não. Chego para fazer o show e já tomo um copo enorme de água com gelo. É um hábito. Acho até que é uma superstição (risos).
JC – Quando você “agarrou” a música?
Adriana – Uma amiga minha tocava violão e eu só sosseguei quando ela me ensinou alguns acordes. Depois, eu fiquei brincando com o violão e fui aprendendo o resto. Comprava aquelas revistinhas nas bancas e fui aprendendo. Nessa fase eu devia ter uns 16/17 anos.
JC – Lembra-se do seu primeiro show?
Adriana – Foi no casamento de uma amiga. Eu e minha irmã. Essa amiga se casou e eu acho que ela não tinha dinheiro para contratar músicos. Então, fomos nós. Os instrumentos todos desafinados (risos). Nessa época, eu cantava pouco, era mais minha irmã mesmo. Nós temos uma dupla até hoje: Adriana e Luciana. Mas, antes disso, fizemos uma apresentação num festival da escola. Pedi um teclado para o meu avô e comecei a tocar na bandinha que minha irmã formou (risos).
JC – Hoje você tem a sua própria banda?
Adriana – Eu tenho o meu projeto, o Adriana Cavallari, que tem uma banda que me acompanha quando preciso fazer show com banda. A PR2 cuida da minha carreira e hoje tocamos muito na região, principalmente em eventos fechados. Também estamos tocando muito em circuitos de casas noturnas do Interior e também em São Paulo.
JC – Quantos shows você faz por semana?
Adriana – Hoje estou fazendo cerca de seis shows. Descanso um dia (risos).
| Divulgação |
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| Adriana Cavallari (voz), Israel Reinaldo (bateria), Helton Carmesan (baixo), Juninho Felicio (teclados), Thiago Lucali (guitarra/violao), Ed Florindo e Diogo Alves (percussão) |
JC – O “Tributo a Cássia Eller” é um projeto feito para rodar São Paulo todo?
Adriana – Estamos dependendo de algumas respostas, mas é provável que façamos o Circuito Sesc. O Tributo também já tem muitas datas marcadas em São Paulo. Os caras da banda são muito parceiros. Eu estive doente e eles sempre me apoiaram. Eu tive câncer de mama e sobrevivi por conta da música. Precisava ficar alguns dias em casa por causa da quimioterapia, mas era só passar aquele tempo de imunidade baixa para voltar aos palcos, careca e tudo. E as pessoas que trabalham comigo foram e são amigos demais.
JC – Quais são as suas referências musicais?
Adriana – Eu canto de tudo no palco. Essa é uma das minhas marcas registradas. E gosto que a plateia peça. E pelo fato de eu tocar todo tipo de música, eu acabei ficando sem a minha referência musical, não sei te dizer o que eu realmente gosto. Não tenho nenhum tipo de preconceito musical. Ouço de tudo e tiro de tudo. Não que eu saiba tudo, mas eu tento saber e aprender o que o mercado lança, porque as pessoas podem pedir nos shows e eu gosto de atender os pedidos. Eu escuto o que eu tenho que tocar amanhã. Mas é claro que eu gosto muito de alguns artistas, como a Cássia Eller.
JC – Em seus shows, a proximidade com o público realmente é marcante!
Adriana – No show “Tributo a Cássia Eller”, no Alameda, por exemplo, minha mãe até brincou dizendo que parecia que eu estava na lavanderia da minha casa (risos). E isso é uma característica minha. Eu gosto de ter amigos e sou descontraída. Gosto de pensar que não sou uma artista no palco, mas sim uma amiga cantando para as pessoas amigas.
JC – Há projetos próximos para a carreira?
Adriana – A maioria dos artistas sonha em alcançar a fama. Eu quero cantar. E para viver só da música é preciso trabalhar muito mesmo. Eu quero fazer bons trabalhos, como este Tributo.
JC – O que é música para você?
Adriana - É uma das essências da minha vida. A música nutre vários sentidos da vida. Você acorda cedo e já escuta uma música, a do celular. O cara passa vendendo gás e é um tipo de música, o interfone é outro... Pelo menos o músico vê notas em tudo, até no espirro (risos).
JC – Cultivar é um hobby?
Adriana - Temos alguns espaços, como a fazenda do meu pai, entre outros lugares. Na verdade, é um outro trabalho, porque produzimos e vendemos em família. Gosto muito desse contato com a terra e a natureza. Mas antes da música eu fiz faculdade de fisioterapia e trabalhei um tempo na profissão, uns quatro anos. Mas a música começou a exigir mais de mim e deixei a fisioterapia de lado. Hoje só atuo em alguns casos, para família ou amigos, quando precisam muito.
JC – E de onde veio esse gosto pelo trabalho com a terra?
Adriana – Ah, desde criança eu gosto desse contato. Eu cresci na cidade e na fazenda do meu pai. Fins de semana, férias e feriados eram passados no campo, mas eu não era tão ligada à terra como sou hoje. Depois de adulta, eu passei a me sentir mais próxima desse universo, tanto que teve uma época, há uns 10 anos, que morei em um sítio dentro de Bauru.
JC – Adriana por Adriana.
Adriana – Sou uma pessoa guerreira, cheia de energias boas para dar a todas as pessoas que estão a minha volta. Gosto de doar as minhas energias e fazer o bem. Amo estar com os amigos e idealizar projetos. O show da Cássia era um projeto que eu consegui colocar em prática. E já falei para os músicos que eu tenho mais um projeto. E todo mundo está maquinando sobre ele (risos). Queremos fazer um show de releituras, com músicas que eu gosto, mas com a minha cara e a minha maneira de tocar.
Perfil
Adriana Cavallari
Tem 44 anos e nasceu em Bauru
É do signo de Sagitário e ama cuidar de plantas
Quando o assunto é esporte, seus favoritos são polo aquático e judô
No cinema, opta pelo suspense policial
“Noites Tropicais” é seu livro de cabeceira
Nota 10: Para os que fazem o bem para o próximo em seu dia a dia
Nota 0: Para os políticos
E-mail: dricavallari@gmail.com


