Outro dia me perguntaram se eu não tinha medo de me expor do modo que estava fazendo em relação ao governo do PT, nesta tribuna.
Respondi que tinha medo sim, e era por isso mesmo que estava lutando, pois a simples existência do “medo” era sinal de que algo estava errado.
Acho também que o próprio “medo” pode servir como catalisador para se enfrentar situações adversas, onde potencializamos forças que normalmente não utilizamos.
Poderia parecer loucura se estivesse sozinho, mas não estou, pois cerca de 70% da população brasileira está apoiando a queda do governo do PT.
Além disto, é só verificar na história do mundo, os países que mais evoluíram e conquistaram sua liberdade foram justamente aqueles em que sua população lutou com coragem e sabedoria. Os que vacilaram, ficaram para trás.
De que adiantaria ter medo e cruzar os braços neste momento que vivemos? Se esta turma do PT ganhar a parada e transformar nosso país numa Venezuela ou numa Cuba, o trator do atraso vai pegar todo mundo.
Vai pegar quem lutou bastante; quem lutou um pouquinho; quem fez de conta que lutou; quem se escondeu; e vai pegar até quem apoiou conscientemente o PT acreditando em sua propaganda.
Entendo que, no momento, a prioridade essencial é derrubar o governo do PT. Pode até ser que o novo governo não seja aquele que a maioria desejaria, mas o importante é que a via constitucional seja respeitada. De qualquer forma, um novo alento de esperança será lançado onde, certamente, a grande maioria da classe política e empresarial irá colaborar para que tudo comece a melhorar.
Afinal de contas, estaremos todos no mesmo barco, bem diferente do Titanic que se apresentava. Entretanto, se as consequências disto tudo não forem aquelas que se almeja na sua plenitude, a luta continua, uma vez que viver em sociedade é isso mesmo.
É algo complexo, pois envolve milhões de pessoas que têm visões e interesses diferentes, mesmo entre aqueles que querem a mudança. É óbvio que isto só mostra que a vida é uma luta permanente, onde temos que avançar aos poucos e sempre na via institucional, mas nunca regredir como fizemos nos últimos anos.
Neste contexto, é bem provável que o PT vai continuar o mesmo de sempre, pois é próprio de seu DNA que está na configuração “marxista” de quase 200 anos atrás, e ainda não aprendeu que os tempos são outros.
É bem provável que vai organizar manifestações agressivas para azucrinar o novo governo, pois uma simples melhora do país seria terrível para o prestígio político deles.
Vai também continuar se vitimizando e jogando para uma plateia onde frutifica seu discurso de aparências, mas, mais do que nunca, será fácil constatar que será só mais uma propaganda, pois é evidente que, após 12 anos de governo do PT, o Brasil está fragilizado em todos os sentidos: na economia, na política, na moral e na ética.
Como insinuam, caso as atitudes do PT se confirmem e ultrapassem os limites da boa democracia, é imperativo reações do novo governo à altura que, com certeza, seria bem vistas pela grande maioria da população.