Nacional

Namorado de vítima de estupro coletivo nega participação

Idiana Tomazelli e Fernanda Nunes e Sergio Torres
| Tempo de leitura: 2 min

Apontado como namorado da jovem estuprada no Morro da Barão, zona oeste do Rio, Lucas Perdomo Duarte dos Santos, o Luquinhas, de 20 anos, negou nesta sexta-feira (27), ter participado das agressões sexuais contra ela. Luquinhas é considerado pelos investigadores e por parentes da vítima como um dos responsáveis pelo estupro coletivo.

Seu advogado, Eduardo Antunes, afirmou que o cliente viu a jovem pela última vez 48 horas antes do estupro. Depois, não a viu mais. "Ele soube que está sendo acusado pela imprensa."

O rapaz foi ontem à Cidade da Polícia, na zona norte do Rio, prestar depoimento. Ele entrou ao lado de outro homem, Ray de Souza, que, diante das câmeras, acenou, sorriu e disse estar "mais famoso que a Dilma (presidente afastada)". Não foi revelado qual seria o envolvimento desse segundo homem no caso.

Os dois e a adolescente vítima de estupro foram levados para a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e ficaram em salas separadas. A vítima era ouvida pelo delegado Alessandro Thiers, responsável pelas investigações.

Meia hora após o início dos relatos do estupro, a adolescente começou a chorar e a se dizer envergonhada, o que levou a polícia a interromper o trabalho. Não havia informações se a polícia faria acareação.

Jogador

Canhoto habilidoso, Lucas é atleta vinculado ao clube Boavista, de Saquarema. Ao saber da suspeita de envolvimento do jogador com o estupro coletivo, o Boavista anunciou que poderá, em caso de comprovação de participação no crime, rescindir o contrato.

A situação de Lucas no Boavista já não era muito tranquila. Na parte final do Estadual, o jogador chegou a ser afastado da equipe por atitudes interpretadas como indisciplina pela diretoria, como atrasos e faltas a treinos. Morador do Morro da Barão, filho de um pastor evangélico e de uma empregada doméstica, é tido pelos colegas como um rapaz tímido.

Um dos acusados de divulgar as imagens do crime afirmou ontem, também por meio do seu advogado, que não sabia que a jovem havia sido violentada. O estudante Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18 anos, contou ter recebido a foto num grupo de WhatsApp e, em seguida, compartilhou em sua conta no Twitter, já excluída.

"Ele brincou de maneira absurda. Faltou maturidade, não foi com intenção de causar vexame à garota", disse o advogado Igor Luiz Carvalho, para quem "a família está arrasada".

Além de Marcelo Correa e de Luquinhas, já foram identificados os suspeitos Michel Brazil da Silva, de 20 anos, e Raphael Assis Duarte Belo, de 41.

Comentários

Comentários