Em 29.05.16, escreveu o amigo Feza sobre um assunto recorrente e triste: mortes no trânsito. Valho-me desse espaço para acrescentar que a parte mais frágil do trânsito não é a moto, e sim o pedestre que todos nós em algum momento somos. O veículo mais frágil também não é a moto, mas a bicicleta, que em menor número - ainda! - acaba por fazer parte obscura em estatísticas, graças a Deus!
Finalizando, provoca-nos perguntando: “Alguém tem uma pista segura sobre como se faz isso?”. Me arrisco a palpitar que como tudo em nossas vidas parte da Educação, mas como educar seres que insistem na busca do mais fácil, mais rápido, mais “popular”? Jamais reservam um tempo, exíguo que seja, para estudar, buscar conhecimento, tentar a excelência em suas atividades?
Isso tudo se mostra nas ruas de qualquer cidade com pedestres correndo em meio a veículos, bicicletas transitando sobre as calçadas, motos andando na contramão e sobre as calçadas para entregar jornais e revistas, por exemplo, veículos em alta velocidade e cometendo as maiores atrocidades em ruas ou sendo utilizados como armas de mais de uma tonelada, caminhões se valendo de seu potencial bélico e coletivos jogando passageiros de um lado a outro em seu interior quando aproveitam-se dos poucos segundos que ganham para aproveitar um semáforo que se fecha para frear no seguinte?
João Pedro Feza, temos pela frente um árduo trabalho, mas temos que aproveitar começando em casa, com a Educação de nossos filhos, com nosso exemplo, sem parar em fila dupla na porta da escola, sem falar ao celular enquanto dirigimos, obrigá-los a usar o cinto de segurança e se menor de 10 anos, ocupar no banco traseiro.
Finalizando, se me permitem, piloto motos há 45 anos, muitos deles em São Paulo, capital, e nunca tive um acidente que me provocasse qualquer ferimento. Sorte?