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Expedição avaliará mortandade de peixes na tragédia do rio Doce


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Uma expedição comandada por especialistas de um órgão do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), em Pirassununga (a 211 km de São Paulo), fará novo diagnóstico da mortandade de peixes no rio Doce neste mês para auxiliar a dimensionar o tamanho do impacto ambiental de Mariana (MG).

Vítimas da maior tragédia ambiental do país (classificação usada pelo próprio governo federal), algumas espécies de peixes do rio Doce já foram resgatadas por uma expedição do Cepta (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais), mas quantidade é insuficiente para pesquisa. O rompimento da barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco, matou 19 pessoas em 5 de novembro de 2015. A lama de rejeitos de minério que saiu do reservatório estourado arrasou comunidades e poluiu rios ao longo de dois Estados Minas Gerais e Espírito Santo, chegando até o oceano Atlântico.

Barriga de Aluguel

Peixes comuns, lambaris e mandis podem ser a salvação de espécies com risco de extinção em rios brasileiros.
O Cepta, que deve coordenar um plano de ação para os próximos cinco anos no rio Doce, já desenvolve um estudo que permite a procriação de peixes com a técnica de “barriga de aluguel, que ajuda a preservar espécies ameaçadas de extinção. No futuro, a técnica pode contribuir para a reprodução de peixes do rio Doce, caso haja mesmo a extinção.

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