A BARBÁRIE DOS HOOLIGANS
Hooligan significa torcedor baderneiro, como aqueles do Palmeiras e Flamengo. Cenas como as de Brasília eram rotina na Inglaterra há 30 anos, mas as autoridades acabaram com a barbárie das torcidas, riscando os bandidos do mapa. O Brasil não faz isso nem a pau. Não sei se por medo ou incompetência. Era um belo clássico interestadual, com cerca de 55mil pessoas domingo no Mané Garrincha - muitas famílias, mulheres e crianças – quando, então, os malditos arruaceiros resolveram estragar a festa. O tumulto no intervalo, como não poderia deixar de ser, foi entre torcidas organizadas, porque torcedor comum não faz isso. O esporte rei está perdendo de goleada para os bandidos. Oitenta por cento do público que esteve no estádio brasiliense dificilmente voltará a ver um jogo de futebol. Tem torcedor que além de não ajudar o time, atrapalha, caso de Palmeiras e Flamengo, que vão pagar pelos atos de seus indesejáveis fãs. A justiça desportiva deve responsabilizar os dois clubes pela desordem, com perda de mandos, jogo com portões fechados, etc. Mas não adianta punir o time. Estatuto do Torcedor não funciona. O que resolve é a justiça comum aplicar a lei, mandando o vagabundo para a prisão.
BOA RODADA
Acho que agora os gigantes paulistas engrenam no Brasileirão, após o desempenho dos quatro no fim de semana. A sexta rodada foi aberta pelo Corinthians (venceu o Coritiba) e fechada pelo São Paulo, que derrubou o Cruzeiro no Mineirão. O Santos goleou o Botafogo com um futebol alegre e objetivo. O Palmeiras, que havia batido o Grêmio, voltou a jogar bem na vitória sobre o Flamengo. Legal também o empate entre Sport e Atlético-MG, com oito gols.
RODADA CHEIA
Os 10 jogos da sétima rodada do Brasileiro da Série B serão hoje. O líder e único invicto Vasco é favorito contra o Joinville, mesmo atuando em Santa Catarina. O vice-líder Atlético-GO enfrenta o Paraná em Curitiba. O Bragantino recebe o Avaí precisando fazer a lição de casa para deixar a zona de degola. Embalado, Oeste encara Tupi em Juiz de Fora.
PALIATIVO
Dunga quer dar ênfase na parte ofensiva e criar mais variações de jogadas. No empate com o Equador a maior deficiência da Seleção, ao meu ver, foi na finalização. Porém, com esse elenco mediano, qualquer mudança é como trocar seis por meia dúzia.
GAFE
Na cerimônia do jogo entre Uruguai e México, em Phoenix, a organização tocou o hino do Chile, ao invés do uruguaio. Concordo com nossos vizinhos sul-americanos: o ato foi um erro grotesco e ofensivo ao povo uruguaio. Coisa de gringo. Até hoje eles devem estar achando que a capital do Brasil é Buenos Aires. Na bola, a Celeste perdeu para o time azteca.
ITINERANTE
Por causa do filme ‘Independence Day: O Ressurgimento’, que será passado no anfiteatro do Allianz Parque, o Palmeiras é obrigado a jogar mais uma vez no Pacaembu, contra o América-MG, dia 22 próximo. É duro ter belo estádio e não poder utilizá-lo.
AUSÊNCIA
O melhor jogador da NBA e um dos atletas mais aguardados nos Jogos do Rio/2016, Stephen Cury pediu dispensa da seleção de basquete dos EUA para tratar de lesão no joelho.
APLAUSO
Palmas para Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, que estuda processar os torcedores que brigaram em Brasília, por mancharem o nome do clube e por eventuais prejuízos.
MEMÓRIA
Final olímpica - Londres-2012: México 2 x 1 Brasil em Wembley, gols de Peralta. Hulk para o Brasil. Árbitro: Mark Clattenburg. Público: 87 mil. México: Corona; Jimenez (Vidrio), Reys, Mier e Chavez; Salcido, Herrera, Enriquez e Aquino (Ponce); Fabian e Peralta (Raul). Técnico: Luís Tena. Brasil: Gabriel; Rafael (Lucas), Thiago Silva, Juan e Marcelo; Sandro (Pato), Rômulo, Alex Sandro (Hulk) e Oscar; Neymar e Leandro Damião. Técnico: Mano Menezes.