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Sem blusas, crianças faltam na escola na região do Jd. Ferraz

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr.
Sem agasalhos, garotos não conseguiram ir para a aula nessa segunda (13), dia mais frio dos últimos 3 anos

Três crianças não puderam ir à aula na manhã dessa segunda-feira (13), dia mais frio em Bauru nos últimos três anos. O motivo: a falta de blusas. Elas são participantes do projeto Crianças em Ação, desenvolvido pelo Centro Espírita Amor e Caridade (Ceac), no Jardim Ferraz.

A mãe, de 30 anos e com seis filhos (eles não serão identificados para evitar constrangimentos), pediu auxílio ao projeto, que, na medida do possível, também está os ajudando a conseguir roupas para encarar o frio intenso. “Eu e meu marido estamos desempregados. Sem dinheiro para comprar roupa, os meninos que estudam na parte da manhã não conseguiram ir para a escola, porque estava muito frio”, relata a genitora.

Tesoureiro do Ceac, Uriel de Almeida salienta que a entidade recebeu diversas doações nas últimas semanas, mas poucas peças que aguentam o frio rigoroso registrado nesses dias. “Chegam várias roupas, mas a maioria, comuns, não são blusas e abrigos preparados para suportar essas temperaturas de agora. Estamos correndo atrás para ver se conseguimos ajudar essa família e outras que também nos procuram”.

Quem quiser ajudar a família pode fazer doações ao projeto do Ceac.

Campanhas

Em paralelo às campanhas de entidades como o Ceac, que possuem importante trabalho de apoio a pessoas carentes na periferia, a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) promove a Campanha do Agasalho. De acordo com a titular da pasta, Rosa Otuka, quase 30 mil peças já foram arrecadas e a distribuição é simultânea ao recolhimento.

Rosa pede que a população continue doando roupas, sobretudo as mais “pesadas”, como blusas e calças compridas, além de cobertores e calçados (tênis e sapatos). “Todas as doações são muito bem-vindas e, assim que recebemos as peças, elas já são doadas às pessoas que precisam”, menciona.

Outra campanha em andamento em Bauru é o “Cabide Solidário”, no Terminal Rodoviário. Como o próprio nome diz, um cabide fica no local, onde as pessoas podem doar peças de roupa e calçados, e aqueles que necessitam podem retirá-las no mesmo lugar. Uma casa noturna (Jack Music Pub) também promove ação semelhante na cidade há alguns anos, na quadra 8 da avenida Duque de Caxias. Em frente ao imóvel, as pessoas podem doar e retirar roupas de frio.

Como ajudar?

A Campanha do Agasalho da Sebes conta com 48 pontos de coleta espalhados pela cidade, entre eles o JC, a própria sede da Secretaria (Alfredo Maia, quadra 1), o Poupatempo, as lojas da Rede Confiança, Casa do Garoto, e também escolas e universidades. A Sebes está aberta também a doações de empresas e pessoas físicas em maior volume. Mais informações: (14) 3223-1998 e o 3223-2009.

Já a arrecadação de roupas realizada pelo Ceac pede principalmente artigos típicos do inverno, como blusas, calças e agasalhos, sobretudo para crianças e homens. As doações podem ser levadas na rua Sete de Setembro, 8-30, e o telefone para informações é o (14) 3366-3232.

Onde pedir ajuda?

Quem precisa de ajuda deve procurar a Sebes ou um dos sete Centros de Referência em Assistência Social (Cras) de Bauru, localizados nos bairros Nova Bauru (rua Antonio Palhares, q. 3), Jardim Ferraz (rua Bolívia, 6-63), Ferradura Mirim (rua Maria José Silvério dos Santos, q. 2), Santa Cândida (rua Lázara Cleto, 1-43), Nove de Julho (rua Itália Giovanetti Franciscato, q. 1), Jardim Godoy (alameda Flor do Amor, q. 10) e no Distrito de Tibiriçá. Há ainda dois polos Cras, na Vila Garcia (rua Kempe Togashi, q. 1) e Jardim Europa (rua Carlos Del Plete, 11-16).

Mais um recorde de frio: 4,4 graus

Nessa segunda-feira (13), a cidade teve a temperatura mais baixa dos últimos três anos. Às 6h55, o IPMet registrou 4,4 graus. A última vez em que os termômetros estiveram abaixo disso foi em 2013, com 4,3 graus no mês de agosto. Um mês antes, em julho de 2013, fez ainda mais frio (3,9 graus).

A temperatura da manhã de ontem também foi a menor para o mês de junho em cinco anos. Em 2011, fez 4,2 graus. Desde o início deste século, foi o segundo dia mais frio em um mês de junho. Em 2001 e 2004, os termômetros registraram 4,5 graus e, em 2008, 4,8 graus.

Para hoje, a previsão ainda é de frio, com mínima na casa de 8 graus e máxima de 22 graus. Segundo o meteorologista José Carlos Figueiredo, do IPMet, a partir de amanhã o tempo começa a esquentar em Bauru e região.

Entre quarta-feira e domingo, haverá gradativa elevação da temperatura, com as mínimas ficando acima dos 10 graus e a máxima variando entre 22 e 26 graus, com baixa possibilidade de chuva.

 

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