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Tráfico: facção é suspeita de matar "Rei da Fronteira"


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Um dos chefes do narcotráfico na fronteira do Brasil com o Paraguai foi morto em um confronto com mais de 200 disparos, nesta quarta-feira (15). O brasileiro Jorge Rafaat Toumani, 55 anos, foi atingido por tiros de metralhadora e armas capazes de abater aviões. Especialistas apontam que o Primeiro Comando da Capital (PCC) pode estar por trás do crime.

O ataque aconteceu na cidade de Pedro Juan Caballero, vizinha de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. Rafaat estava em seu carro blindado, escoltado por outros dois veículos, quando o tiroteio teve início. A blindagem foi perfurada por mais de 200 tiros de metralhadora antiaérea, armamento de uso exclusivo das Forças Armadas. O confronto com perseguição se estendeu por 2,5 quilômetros e durou cerca de 30 minutos. 

Em 2014, Jorge Rafaat foi condenado pela Justiça brasileira a 47 anos de prisão e pagamento de multa de mais de R$ 400 mil, por tráfico de drogas e contrabando. Porém, desfrutava de notoriedade no Paraguai, onde tinha uma empresa de segurança privada e era conhecido como “Rei da Fronteira”.

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