Moradores das principais cidades italianas votaram ontem no segundo turno das eleições municipais do país. A votação é considerada um teste importante para o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi,, que convocou para o final do ano um referendo sobre a reforma constitucional.
Uma candidata anti-establishment capitalizou a raiva dos italianos pela corrupção na política e pela deterioração dos serviços públicos e teve vantagem sobre o candidato do premiê no segundo turno das eleições para a Prefeitura de Roma.
Pesquisas de boca de urna, na noite de ontem, indicavam que Virginia Raggi, 37 anos, candidata do partido populista Movimento 5 Estrelas (M5S), liderava com mais de 60% contra Roberto Giachetti, candidato do Partido Democrata (PD, centro-esquerda), de Renzi.
Segundo a agência Associated Press, Giachetti ligou para Raggi para reconhecer a derrota e desejar sorte.
Oficializado o resultado, Raggi se tornará a primeira mulher prefeita de Roma.
Dezenas de pessoas, incluindo políticos locais do PD, partidos de direita e outras forças políticas, foram envolvidos em investigações de corrupção de contratos da cidade.