| Malavolta Jr. |
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| No dia 30 de abril deste ano, o JC fotografou a Rondon com visibilidade bastante prejudicada |
Com a chegada do inverno, os motoristas que trafegam por rodovias enfrentam um desafio extra durante as viagens: chegar aos seus destinos em segurança mesmo com o aumento da incidência de neblina. Segundo levantamento recente elaborado pela Agência de Transporte do Estado de são Paulo (Artesp), somente nas rodovias da região sob concessão, são 54 pontos críticos para a formação de cerração.
No perímetro do município de Bauru, são 14 pontos, sendo 12 deles na Marechal Rondon, em um trecho de apenas 25 quilômetros, entre a base da Polícia Rodoviária e a divisa com o município de Avaí. Comandante da 1.ª Companhia de Policiamento Rodoviário de Bauru, o tenente Gabriel Eleutério Garcia explica que, na região, os nevoeiros sãos mais comuns em áreas de baixadas, embora também possam, eventualmente, ser observados em outros trechos.
“Nesta época do ano, os acidentes, principalmente colisões traseiras e engavetamentos, tendem a aumentar devido a diminuição da visibilidade provocada pela neblina. Como medida de segurança, a recomendação é que o motorista redobre a atenção, reduza a velocidade, acenda os faróis baixos e mantenha maior distância em relação ao veículo da frente”, orienta.
Mestre em ciências policiais de segurança e ordem pública, o coronel da Reserva da Polícia Militar Augusto Francisco Cação explica que o horário mais propício para a formação da neblina é entre 4h e 8h. “É o horário em que o cuidado deve ser redobrado. Mas isso não é uma regra. Há ocasiões em que há cerração até durante o dia”, destaca.
Cautela
Cação, que também é especialista em gestão e direito de trânsito e palestrante de trânsito e segurança, complementa que o período do ano em que mais se observa neblina é entre maio e setembro. “Há várias dicas para quem já está na neblina, mas, para quem ainda não entrou e sabe que as condições não estão favoráveis, uma dica é a principal: não entre nela”, completa.
As recomendações dos especialistas são seguidas como regra pelo psicólogo Mauro Henrique Branco, 52 anos, que viaja constantemente pelas rodovias a trabalho. “Já me deparei com neblina diversas vezes e, até por conta do receio que a gente fica, automaticamente já tira o pé do acelerador, adotando todas as medidas preventivas”, comenta.
Também cautelosa, a assistente social Lourdes Regina Andrades, 50 anos, diz que, mesmo com todos os cuidados, não consegue se sentir segura, quando surpreendida por neblina durante uma viagem. “Nunca enfrentei nenhum imprevisto, mas a situação é sempre tensa. A gente tenta manter a calma, segue em frente e torce para que todos os motoristas tenham a mesma conduta”.
Seta para esquerda
Augusto Francisco Cação afirma que, como não é recomendado ligar o pisca-alerta durante neblina, a sugestão é seguir viagem com a seta para a esquerda ligada. “Isso vai chamar a atenção do motorista que vem na retaguarda e ainda mais daquele que vem no sentido contrário. O outro condutor pensa ‘o que esse louco vai fazer?’ e mantém a atenção no seu carro”, aponta o especialista, complementando que não se deve fazer ultrapassagens.
E por que não usar a seta para direita? “Isso pode fazer o outro motorista achar que você vai encostar ou mesmo que está sugerindo que ele lhe ultrapasse”, conclui.
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