Política

Emdurb quer mais por coleta de lixo em Bauru

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

JC Imagens
A administração paga hoje à Emdurb cerca de R$ 135,00 por cada tonelada de lixo

Vereadores questionaram, durante a sessão da Câmara Municipal dessa segunda-feira (27), os argumentos da Emdurb para justificar a recorrente quebra de caminhões da coleta de lixo desde que os resíduos sólidos da cidade passaram a ser destinados a aterro privado em Piratininga. Em meio a dúvidas, a empresa pública já adianta que o serviço, contratado pela Secretaria do Meio Ambiente, ficará mais caro e o presidente Nico Mondelli garante que está tomando medidas para tentar minimizar problemas no maquinário.

A administração paga hoje à Emdurb cerca de R$ 135,00 por cada tonelada de lixo recolhida. O valor é o mesmo desde 2014 e o órgão já reivindicaria a reposição da inflação dos últimos 12 meses. Antes, porém, Nico pedirá à prefeitura aditivo ao contrato em vigor alegando aumento do custo do serviço, desde que as cerca de 7.500 toneladas/mês de resíduos passaram a ser levadas a Piratininga.

O valor pretendido pelo órgão será definido após o fechamento do mês de junho. Mondelli adianta que o principal impacto se deu nas despesas com combustível. “Em média, cada caminhão tem rodado 40 quilômetros a mais por dia. São dez na ida e dez na volta, em duas viagens”, pontua. Além disso, a Emdurb está arcando com o pedágio existente na rodovia Bauru-Ipaussu, no caminho para o aterro de Piratininga.

Desde que a destinação final do lixo foi terceirizada, a prefeitura já gasta 24% a mais por tonelada enterrada, o que representa R$ 1,5 milhão a mais em despesas no período de 12 meses. A Emdurb, por outro lado, perdeu a receita obtida pelo depósito dos resíduos no aterro municipal e ainda negocia quanto receberá para continuar dando manutenção e encerrar o local.

Nico aposta em transbordo do lixo

O maior tempo gasto para o transporte do lixo de Bauru a Piratininga também é a razão elencada pela Emdurb para a quebra dos caminhões. Nas últimas duas semanas, por quatro vezes, setores da cidade ficaram sem coleta. Dez dos 21 caminhões chegaram a ir simultaneamente para a oficina. O transbordo dos resíduos a uma grande carreta é uma das alternativas apresentadas pelo presidente Nico Mondelli para minimizar o impacto.

“Em regiões mais distantes, a finalização do serviço está demorando até duas horas a mais do que o habitual. Então, não há tempo hábil para executar a manutenção preventiva das máquinas”, alega. A ideia é que os caminhões da coleta nas regiões do Mary Dota, Gasparini e Distrito Industrial 3 levem o lixo até o aterro municipal para que, lá, os resíduos sejam armazenados em uma carreta com capacidade quatro vezes maiores e, aí sim, levados até o aterro privado.

“Acredito que já resolva. O município recebeu um caminhão da Polícia Federal e já está em andamento processo para locação do contêiner. Acredito que em pouco tempo a gente providencie isso. Dessa forma, os caminhões da coleta passarão por manutenção com mais frequência”, acredita Nico. Ele explica que o transbordo precisa acontecer no aterro porque a utilização de outras áreas exigiria adequações e licenciamento.

Reserva

A Emdurb, paralelamente, cogita locar três caminhões de coleta de lixo para serem utilizados caso parte do maquinário próprio volte a apresentar problemas. “A ideia é não deixar o serviço parar. É um mercado competitivo. Acredito que a gente consiga licitar por um bom preço”, afirma Nico Mondelli. Ainda não há prazo para que o aluguel se concretize.

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