Tribuna do Leitor

A Natureza pródiga agredida, a agricultura

Rubens Ferreira
| Tempo de leitura: 2 min

Quando Deus fez o mundo conforme o primeiro livro da Bíblia, o Gênesis, que quer dizer formação dos seres, criou a Terra. Ao povoá-la para continuar sua formação, fez o homem à sua imagem e semelhança, modelando-o do barro e soprando em suas narinas o espírito da vida.


Da formação humana, vieram servos como Abraão, a quem deu-lhe vastas terras para cultivá-las. Pecando o homem, veio posteriormente o dilúvio para essa reparação. Após o dilúvio sobrou um servo por nome Noé, que o abençoando, iniciou a fâina agrícola plantando vinhas.


Séculos mais tarde, com a formação dos continentes, os primeiros povos, os mesopotâmios, iniciaram na agricultura, dando percursão aos egípcios devido suas terras férteis às margens do Nilo e venerando os seus deuses protetores dela, Isis e Osiris. Seguidos pelos chineses, que constituiram o dia da agricultura, que seu Imperador comemorava indo ao campo abrir alguns sulcos.


Os egípcios, prosseguindo, fundaram colônias em vários países, chegando à Grécia e à Itália. Na continuidade, sendo o Brasil descoberto, foi quando em 1727, o sargento Mor Francisco de Melo Palheta, trouxe das Guianas as primeiras mudas de café, plantando-as nos Estados do Amazonas e Pará, por volta de 1730. Este chegando aos Estados sulinos, em que o Estado de São Paulo, no Sudeste, passou a ser o maior produtor dessa rubiacéia, símbolo da maior economia do País até mais ou menos a década de sessenta.


Sendo o Brasil uma dádiva divina com a introdução de outras culturas desde o Amazonas ao Rio Grande do sul, tivemos o algodão, a cana hoje predominante, o arroz, o feijão, o trigo, o amendoim, o milho, a mandioca, já conhecida pelos índios, plantas, fumo, cacueiro, seringais, etc.


E com a natureza agredida pelo homem, influindo na sua climatologia, muitas dessas plantas sucumbiram, visto é que empresários como Geremias Lunardelli, o rei do café, Antonio Joaquim de Paula Andrade, o rei do gado, outros como Franciso Matarazzo, criador do maior parque industrial da América do Sul, fecharam as suas portas.


Permanecendo ainda o grupo Votorantim lutando frente às crises presentes. É doloroso ver termos que importar gêneros alimentícios. Getúlio Vargas, quando governo ditatorial, em 1938, visitando uma plantação de trigo no Sul, exclamou: “Plantai trigo, ele é a riqueza do Brasil”. Verdade, dele sai o nosso pão de cada dia. Agradeço ao conceituado JC e seus leitores com suas deferências.

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