Tribuna do Leitor

JC na Escola - projeto que deu certo

Joaquim Eliseo Mendes
| Tempo de leitura: 2 min

A imprensa bauruense tem duas publicações periódicas  que são motivos de orgulho pela originalidade e ineditismo e que, a meu ver, nunca deverão deixar de existir, pelos benefícios que vêm prestando e que, reafirmo, ambas, marcarão o futuro. Refiro-me ao Bauru Ilustrado, periódico mensal do ilustre jornalista Luciano Pires, que, rebuscando o passado de Bauru ressalta os valores morais e cívicos que devem inspirar esta geração presente e a futura;  e o JC Na Escola, desenvolvido  nas escolas de Bauru e região, alavancando a educação, também no  presente e para o futuro. Com a devida permissão do ilustre e decano jornalista do BI, vou ater-me ao  outro seu colega de profissão, vitorioso coordenador do JC na Escola, Sérgio Purini.

Tenho acompanhado de longa, muito longa data, a performance deste projeto junto às escolas de Bauru e da região, interessando-me mais ainda quando a administração do Jornal da Cidade destina uma página semanal, todas as quintas-feiras, à divulgação do mesmo. O já consagrado projeto JC na Escola não tem como escopo  apenas criar o hábito da leitura de jornal, mas também de estendê-lo à literatura geral. Levando o aluno a ler o JC e outros periódicos de modo crítico, analítico, extraindo o que há de positivo e de negativo em nossa sociedade. Os valores morais devem ser ressaltados enquanto que a inversão de valores, afastada e condenada. Fato que infelizmente é muito comum hoje em dia, em que se valoriza mais o “ter” do que o “ser”. Enfim, o aluno integrante desta geração Z deve saber o que é certo e errado evitando que o mesmo incorra neste segundo. Melhor lição não pode existir do que tomar ciência e analisar esta podridão que assola nosso tão cantado pais.Com inusitado prazer, li a edição de 26/5 do “JC na Escola: cultura, família na unidade de ensino e passeata para conscientização.” 

Entusiasmei-me com o que li acerca das promoções nas escolas oficiais como na  EE “Salvador Filardi!”, que apresentou a peça “Clara e o sumiço dos livros”, com a participação das professoras e vice diretora. Merecem destaques ainda a EE João Maringoni, os alunos da EE Paschoal Flamino de Uru, que visitaram o museu ferroviário; o aluno José Pires Camargo (Ernesto Monte), que escreveu a peça teatral “Bauru vai ter que parar na faixa”.

Indiscutivelmente, são contagiantes os sorrisos de alegria dos alunos que pela ITE estão aprendendo a montar seus blogs. Por tudo que foi comentado e exposto, conclui-se que realmente o JC na Escola é um projeto que deu certo graças ao idealismo e entusiasmo de seu coordenador, à colaboração irrestrita dos professores, diretores e pais.

Esse projeto veio e deverá ficar para sempre. E espero sinceramente que outros jornais deste país, principalmente os grandes periódicos, minimizem as notícias bombásticas sobre política e que se preocupem e invistam na novas gerações. É preciso que os jornais, sejam grandes periódicos, médios ou pequenos, redescubram a escola e o aluno.

O autor é professor e membro efetivo da ABLetras

Comentários

Comentários