É NOSSO MAIOR DESAFIO
A Cidade Maravilhosa está orgulhosa em sediar os Jogos Olímpicos, mas a expectativa é grande aqui e no resto do mundo. Faltando poucos dias para a abertura da primeira Olimpíada na América do Sul, as instalações das competições estão praticamente prontas e a venda de ingressos aumenta. Já a obra mais atrasada e cara (custo orçado em quase R$ 10 bilhões), a linha 4 do metrô, que liga Ipanema à Barra da Tijuca, fica pronta (se ficar) dia 1º de agosto, quatro dias antes do início dos Jogos. E o caderno de encargos encara outros sérios problemas, como os efeitos do rombo de R$ 19 bilhões nas contas do Estado do Rio de Janeiro e principalmente a onda de violência, sem falar no vírus Zika, que tem assustado muito os estrangeiros. O Rio já registrou quase 7.500 roubos a pedestres em maio deste ano, a maior cifra em 26 anos. Além de balas perdidas e arrastões em vias expressas, até em bairro da Zona Sul, Botafogo, roubaram equipamentos de uma TV alemã. Governo e Comitê Olímpico Brasileiro confiam no sucesso da Rio/2016. Eu não, e a população também, inclusive os cariocas, como mostrou a pesquisa divulgada no Jornal Nacional da TV Globo. O megaevento que vem por aí é nosso maior desafio.
NORMAL
O Santos teve que se contentar com o 0 a 0 em Brasília, mas é claro que sem cinco dos seus seis melhores atletas – Zeca, Thiago Maia, Gabigol, Renato e Ricardo Oliveira – o rendimento teria que cair contra o Gama. O sexto bam-bam-bam santista é Lucas Lima. Mas o empate não foi ruim, porque o Peixe avança se vencer na Vila por qualquer placar. Já o Gama se classifica empatando com gols. Não tomar gol em casa na Copa do Brasil é fundamental.
SABOR AMARGO
Embora um ponto fora de casa seja valioso por demais em decisão de título, o empate com Independiente Del Valle teve sabor amargo para o Atlético Nacional. Afinal, o time colombiano dominou e vencia na altitude de Quito até 41’ do fim. Só não será campeão da Libertadores se pintar um desastre, porque é melhor e só precisa de vitória simples em Medellín.
GRINGOS
Afirmei no texto invasão de gringos que 56 deles atuam em gramados brazucas. Errado. São 66, sendo 60 sul-americanos, principalmente argentinos. Dos 20 clubes do Brasileirão, 17 têm estrangeiros. Agora com Chavez e Buffarini, São Paulo é o que tem mais, com seis. Os outros são Centurión, Cueva, Mena e Lugano. Santos e Flamengo têm cinco, cada.
VIDA MANSA
Ronaldinho Gaúcho ganha uma fortuna para fazer jogo de futsal na Índia; grava DVD em Fortaleza com Wesley Safadão e pega cachê alto para ir a uma festa no Rio. Além de bebida, comida e gatas de primeira, o cara ainda é bem pago. Mesmo desempregado.
NOROESTINOS
Luiz Maffei, garçom internacional do Restaurante Alex e Ataíde, do grupo No Clima, torcem para que Vitor Hugo seja o técnico do Norusca em 2017. Também torço, mas acho difícil.
CURIOSIDADE
Além de muitos sul-americanos, Palmeiras teve um atleta português, Arouca, em 1976, e 12 italianos, só Ósio na era profissional, em 95-96. Dos Estados teve 23 pernambucanos.
MEMÓRIA
Paulista de 1976: Noroeste 0 x 0 Palmeiras, em Bauru. Árbitro: Dulcídio Vanderlei Boschillia. Público: 11.080. Noroeste: Luís Carlos; Marco Antônio, Moacir, Araújo e Lelo; Lorico, Nivaldo e Picolé (Palito); Varlei, João Carlos (Rodrigues) e Daércio. Palmeiras: Leão; Rosemiro, Samuel, Arouca e Donizeti; Didi, Ademir da Guia e Erb (Vasconcelos); Edu (Jorge Mendonça), Toninho e Nei.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Bruna Honório, Arlene, todas do Concilig Vôlei.