O foco da atividade delegada, convênio firmado entre o município e o Estado para que policiais militares trabalhem em horários de folga em prol da Prefeitura de Bauru, voltou a ser questionado na sessão parlamentar de ontem.
O vereador Sandro Bussola (PDT) relatou que PMs farados e armados estão batendo às portas de imóveis residenciais para notificar seus moradores por infrações à Lei das Calçadas.
Segundo ele, no Geisel, uma senhora sentiu-se extremamente constrangida diante da abordagem, motivada pelo depósito de areia e pedra no passeio público em frente a seu imóvel, prática proibida pela legislação municipal.
“A vizinhança vê os policiais e já pensa que é algo errado, relacionado à atividade criminosa. Não foi para isso que aprovamos a atividade delegada nesta Casa”, pontuou.
O discurso foi endossado por José Roberto Segalla (DEM), que narrou situações semelhantes vivenciadas por comerciantes de Bauru. Roque Ferreira (PSOL) afirmou que o problema se repete na abordagem a artistas de rua no Calçadão da Batista.
O convênio com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo prevê, justamente, que os policiais em horários de folga possam exercer atribuições da prefeitura, principalmente referentes à fiscalização de posturas municipais.
O presidente da Câmara, Lima Júnior (PSDB), fez essa observação, mas ponderou que os PMs devem ser acionados apenas nos casos em que este tipo de serviço ofereça risco aos funcionários da administração.
“A questão da segurança precisa estar embutida nisso. Caso contrário, a administração está jogando dinheiro fora. Já falamos muitas vezes sobre esse assunto, mas o governo não ouve. É a Secretaria de Planejamento a responsável por definir as escalas da atividade delegada”, frisou.